dinÂMICAS bÍBLICAS
 
Jesus e a samaratina

JESUS E A SAMARITANA

"Eu te peço desta água que tu tens. É água viva, meu Senhor!
 Tenho sede, tenho fome de amor, e acredito nesta fonte de onde vens! Véns de Deus, estás em Deus, também és Deus e Deus contigo faz um só.  Eu, porém, que vim da terra e volto ao pó, quero viver eternamente ao lado teu. És água viva, és vida nova e todo o dia me batizas outra vez! Me fazes renascer, me fazes reviver, e eu quero água desta fonte de onde vens."
(Música religiosa - Brasil)


Objetivo e sentido
Contemplando os textos bíblicos, nos defrontamos com grandes e belos encontros de Jesus. O texto abaixo - Jesus e a samaritana - é de riqueza ímpar e ajuda muito a nos situarmos, a nos acolhermos e a nos relacionarmos na ver­dade com Jesus Cristo.
Pode ser de grande auxílio usar símbolos nesta refle­xão: poço, água, balde... Depois da oração pessoal, conceder momento de partilha entre os participantes do grupo.]

Primeiro passo: encaminhar
1. Propor a leitura do Evangelho de João 4,5-34. Esta leitura pode ser individual, ou em duplas, ou em gru­pos ou até mesmo no grupo maior.
2. Se possível, prever o texto abaixo - Jesus e a sama­ritana - para cada participante. E proporcionar bom tempo para reflexão pessoal. Aqui não se trata tanto de dinâmica, mas de proposta de oração a partir de texto bíblico carregado de sentido.
3. Dispor de momento, após a oração pessoal, de partilha a partir do que cada um rezou.

"Senhor, dá-me de beber
desta água pura que me faz viver"

 

JESUS E A SAMARITANA
"Chegou a uma cidade, chamada Sicar... estava lá o poço de Jacó. Fatigado da viagem, sentou-se à borda do poço. Era quase a hora sexta."


Vou ao poço, acolho Jesus cansado... vejo sua pessoa... seu rosto... seu manto, seu olhar, tento sentir o que ocorre em seu co­ração... Esse é o Jesus das estradas, das caminhadas, o Jesus mis­sionário, o Jesus com o povo e no meio do povo, é o Jesus desins­talado, livre. Sento-me a seu lado... percebo seu cansaço. Era a hora sexta... o sol ia alto, fazia calor.

     

Por que todo esse cansaço?
Olho para o poço... fundo, mas com água... Esse poço é o encontro da samaritana com Jesus. Poço importante para ambos...
Cada um de nós também tem seus poços à borda dos quais o Senhor também senta e espera... Já é perto do meio-dia. No poço de Sicar, Jesus espera a samaritana. Em que poço espera por mim? Jesus esperou sozinho, seus discípulos tinham ido comprar ali­mentos. E o Senhor da disponibilidade, é o Senhor da solidão e do silêncio. Procuro aprender do seu silêncio. Interiorizo o valor do silêncio. Ele aguarda, pois as coisas de Deus e as coisas dos ho­mens têm o seu tempo. Cristo espera um encontro, mesmo se tem de esperar até a hora do meio-dia. Também a mim o Senhor espe­ra sentado à beira de um poço... também eu tenho encontro mar­cado com ele.


Acolhamos agora a samaritana. Quantas vezes viera ao poço e encontrara apenas água. Hoje está aí sentado o Senhor da água viva. Quantas coisas já fiz em minha vida e em quantas não encontrei essa água viva. É preciso voltar muitas vezes para en­contrar o que se procura. O Senhor esperou. Cada coisa tem seu tempo.
Vejo o Senhor à minha espera... hoje no poço de Jacó. O que me comunicará? Vou até ele... é preciso caminhar, procurar... Ouço a voz do Senhor... Essa voz que me pede: Dá-me de beber!


Pede aquilo que a samaritana lhe pode dar e nada mais. Ouço a voz do Senhor, que promete: "Se tu conhecesses o dom de Deus, tu  pedirias a ele e ele te daria água viva e não terias mais sede". Pro­mete o que ele pode dar. Ouça a voz do Senhor, que orienta: "Cha­ma teu marido..."


Sentir, por um lado, o que o Senhor quer alcançar da sama­ritana e, por outro lado, sentir o que a samaritana no momento necessitava. São dois corações que procuram um ponto de encon­tro. Aquilo que os cinco maridos não lhe podiam dar, o Senhor oferece: a água que saciaria. Procurava saciar sua sede fora do Senhor, enquanto o saciar está fundamentalmente no Senhor.


Procuro colocar-me no lugar da samaritana... Onde busco minhas alegrias? De que poços tiro água para meu sustento? Quais meus cinco ídolos? O que o Senhor me oferece? Que tipo de água? Deixo-me questionar pelo Senhor, sentando com ele à beira do poço de Sicar. O que ele me diz?


Procuro experimentar esta presença do Senhor. Essa fide­lidade do Senhor. A história da samaritana se repete comigo. Pro­curo na imagem da samaritana minha própria imagem, isto é, alguém que aceita o diálogo, alguém que procura a verdade, al­guém que quer viver com mais sentido.


Entro no coração de Cristo, que sabe esperar, aguardar. Que se deixa queimar pelo sol do meio-dia. Porque preciso dele. E ele me procura.
Percebo que é Jesus que começa o diálogo. Deus sempre tem a iniciativa. Vejo que a samaritana está preocupada com seu balde, e Cristo preocupado em partilhar sua graça, seu amor, sua vida.

 

 

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