1. Contexto (VER)
A comunidade cristã na cidade de Colossas foi provavelmente fundada por Epafras, discípulo de Paulo. Ele levou notícias sobre os cristãos colossenses quando visitou o apóstolo, que estava preso, provavelmente em Roma, nos anos 61 a 63. Também em Colossas as pessoas pensavam que o poder de Cristo era inferior às forças celestiais, responsáveis pelo movimento do universo. Paulo e um discípulo resolveram, então, escrever essa carta para esclarecer o mal-entendido. O apóstolo ainda não tinha visitado a comunidade em Colossas.
2. Conteúdo (JULGAR)
A carta aos colossenses trata do mesmo assunto daquela escrita aos efésios.
A idéia de que o poder de Cristo era inferior às forças celestiais, responsáveis pelo movimento do universo, tinha apoio nas culturas judaica e grega.
Paulo declara que o poder de Cristo é superior às forças celestiais partindo da cultura judaica. De acordo com ela, existem anjos que lutam entre si. Seriam eles as forças celestiais em conflito.
O apóstolo ensina que Deus entregou o governo do mundo a Cristo, seu Filho, sobretudo por sua morte e ressurreição. Cultuar ou temer os anjos ou forças celestiais em conflito é desnecessário, pois Cristo está acima deles.
Antes de conhecer a Cristo, as mulheres e homens estavam sob a ação dos anjos ou forças celestiais. Mas, depois que se uniram a Cristo pelo batismo, foram libertadas. Agora não devem voltar a submeter-se a eles.
Ao ensinamento de que Cristo, por sua morte e ressurreição, salvou a humanidade inteira, os autores acrescentam que a obra redentora se estendeu a toda criação, de modo que o universo foi restaurado.
Para falar da Igreja, Paulo usa a imagem do corpo. Cristo é a Cabeça e as cristãs e cristãos, pelo batismo, são membros desse corpo. Cristo é a plenitude do universo e a Igreja é a plenitude de Cristo.
Paulo afirma que o “mistério” de Deus foi revelado completamente: é vontade d’Ele que as mulheres e homens de origem judaica e não judaica constituam um único povo. Por isso, Deus resgatou gratuitamente, em Cristo, a todos de uma condição pecadora comum para que se voltem a Ele e herdem a vida plena.
3. Compromissos (AGIR)
Existe uma influência mútua entre as culturas e o pensamento religioso das pessoas. Uma vez que religião também é cultura, é preciso conhecer suficientemente a própria cultura religiosa e as culturas vizinhas para bem evangelizar.
As cristãs e cristãos não devem cultuar nem temer os anjos ou forças celestiais em conflito. Pois já possuem um suficiente salvador. Jesus Cristo governa o mundo e submete tais forças. Precisam se reconhecer como membros da Igreja regida por Cristo, sua Cabeça.
Contemplar o “mistério” revelado de Deus significa proclamar a dignidade comum de toda mulher e homem bem como de todas as culturas humanas. É necessário que todos se mobilizem para que a vontade de Deus se cumpra: que a humanidade constitua um único povo, unido em Cristo, a caminho da plenitude do universo.
4. Para refletir (REVER)
4.1 Por que é preciso conhecer suficientemente a própria cultura religiosa e as culturas vizinhas para bem evangelizar?
4.2 Jesus é o suficiente salvador da humanidade e do universo. Comente.
4.3 O que a Igreja pode fazer para promover Cristo como sua Cabeça e valorizar cada um de seus membros?
4.4 De que maneira as cristãs e cristãos podem contribuir para que a humanidade constitua um único povo único onde toda mulher e homem têm a mesma dignidade, assim como suas culturas, rumo à plenitude?
5. Oração (CELEBRAR)
Bendito sejais, Deus e Pai de Jesus Cristo, nosso salvador, por terdes-nos resgatado da condição pecadora e gratuitamente terdes-nos feito herdeiros da vida plena. Nós vos pedimos, ajudai-nos a cumprir vossa vontade proclamando a dignidade comum de toda mulher e homem e das culturas humanas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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