1. Contexto (VER)
Paulo Apóstolo fundou a comunidade cristã na cidade de Corinto em sua segunda viagem, quando ali permaneceu nos anos 50 a 52. Corinto era uma cidade comercial rica, com meio milhão de habitantes. Era um centro de cultura grega. Tinha um importante porto marítimo. Tendo recebido a primeira carta de Paulo, os cristãos coríntios passaram a questionar sua autoridade apostólica e o conteúdo do Evangelho que ele pregava. Essa segunda carta reúne três cartas e um bilhete escritos pelo apóstolo em diferentes ocasiões.
2. Conteúdo (JULGAR)
A quarta carta escrita por Paulo aos cristãos em Corinto provavelmente está contida nos primeiros oito capítulos dessa segunda carta aos coríntios.
O apóstolo visitou a comunidade cristã em Corinto no fim do ano 57, logo após ter-lhe escrito a segunda carta. Foi uma visita rápida e difícil. Paulo prometeu voltar e permanecer por um tempo maior. Mesmo tendo estourado uma crise na comunidade, o apóstolo não pôde cumprir a promessa. Resolveu, então, escrever com severidade a terceira e quarta cartas.
A crise era a seguinte: alguns membros da comunidade em Corinto afirmavam que Paulo não era apóstolo e que não tinha autoridade para resolver os problemas da comunidade.
Na quarta carta Paulo responde à crise resgatando o poder de Deus diante da fraqueza dos apóstolos. Faz ainda um apelo para uma coleta beneficente à comunidade cristã na Judéia.
O trecho II Cor 6, 14 – 7, 1 é considerado uma parte da mais antiga carta escrita por Paulo aos cristãos em Corinto. É anterior à própria carta bíblica intitulada “primeira carta aos coríntios”. Nesse bilhete o apóstolo orienta sobre o relacionamento com pessoas que deixaram de se comportar como cristãs.
O capítulo nove contém um bilhete que retoma o assunto da coleta aos cristãos na Judéia. Foi escrito pelo apóstolo às comunidades cristãs da região da Acaia e, posteriormente, foi acrescentado ao apelo feito às igrejas da região de Corinto.
Os capítulos 10 a 13 são provavelmente a terceira carta que o apóstolo escreveu aos cristãos em Corinto. Paulo reafirma sua autoridade como apóstolo graças ao poder de Deus.
3. Compromissos (AGIR)
Diante das crises da comunidade, é preciso “endurecer-se, sem jamais perder a ternura”, como disse Ernesto “Che” Guevara.
A identidade, a autoridade e o valor de uma pessoa são revelados mais por suas atitudes que por seus discursos.
Para servir a Deus e à Igreja é indispensável reconhecer as próprias fraquezas e, confiando no poder de Deus, acolher e perseverar na sua graça.
A partilha dos bens espirituais e materiais faz parte da essência do cristianismo.
A pessoa que está convencida das verdades da fé que professa deve exercitar o diálogo respeitoso com as pessoas. Dialogar significa escutar e falar, assegurando à outra e a si mesma o direito de pensar diferente, preservando sempre os valores da religião e cultura cristãs.
4. Para refletir (REVER)
4.1 Como são resolvidas as crises que envolvem sua comunidade?
4.2 O que garante a autoridade pastoral de uma pessoa diante de sua comunidade?
4.3 Por que é indispensável reconhecer as próprias fraquezas e confiar no poder de Deus para servir à Igreja?
4.4 Você está convencida das verdades da fé que você professa? Como você dialoga com pessoas de religiões e culturas não cristãs?
5. Oração (CELEBRAR)
Deus de amor, nós vos louvamos porque vosso poder nos fortalece em nossas fraquezas e nos capacita para vos servir na Igreja. Confiantes, pedimos vossa sabedoria para resolver as crises que surgem em nossas comunidades e vosso entendimento para compreender e proclamar as verdades da fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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