livros bíblicos
 
Carta aos gálatas

Carta aos gálatas
1. Contexto (VER)
            Paulo fundou comunidades cristãs na região da Galácia, Ásia Menor, em sua segunda viagem, entre os anos 49 e 52. Estando na cidade de Éfeso, ou na Macedônia, o apóstolo soube que as comunidades gálatas, influenciadas por cristãos de origem judaica, obrigavam os cristãos de origem não-judaica a observar a Lei de Moisés sob pena de não serem salvos. Muitos deixaram de reconhecer a autoridade apostólica de Paulo e desprezavam seus ensinamentos. Indignado, decidiu escrever essa carta pelo ano 57.

2. Conteúdo (JULGAR)
A carta aos gálatas trata do mesmo assunto daquela escrita aos romanos.
Alguns cristãos de origem judaica, ligados a grupos da cidade de Jerusalém, espalharam nas comunidades cristãs da região da Galácia que acreditar em Jesus Cristo não era suficiente para se salvar. Era necessária a observância da Lei de Moisés, da cultura religiosa judaica, como a circuncisão.
Disseram que o ensinamento de Paulo sobre o caráter provisório e superado da Lei de Moisés não correspondia ao pensamento dos Doze apóstolos nem da igreja de Jerusalém. Que isso era invenção de Paulo. Por isso ele não tinha autoridade apostólica.
Com toda força o apóstolo reafirma seu ensinamento: nenhuma lei é capaz de destruir o pecado, nem mesmo a Lei de Moisés. Ao contrário, ela até alimenta o pecado porque estimula o julgamento. Somente a fé na ressurreição de Jesus Cristo pode desencadear a nova humanidade e sua salvação.
Para o autor, ninguém pode exigir de Deus a própria salvação como recompensa por ter observado leis humanas, como a circuncisão. A salvação é dom de Deus recebidos na fé e no seguimento a Jesus Cristo, na força do Espírito Santo. Desprezar esse ensinamento é deixar de ser livre para se tornar escravo de uma cultura religiosa.
Paulo conta aos cristãos gálatas que corrigiu publicamente o apóstolo Pedro quando os dois se encontraram na cidade de Antioquia – tamanha era sua convicção no ensinamento que transmitia.

3. Compromissos (AGIR)
            O cristianismo é uma religião baseada na gratuidade e na liberdade. Esses dois pilares sustentam o edifício cristão.
            A humanidade deseja ser salva de toda situação interna e externa de dor e sofrimento. Ainda que tenha capacidade para criar leis e preceitos, tanto religiosos quanto civis, para realizar esse desejo, a humanidade sozinha não é capaz de cumprir tais leis nem de se salvar.
            Gratuitamente Deus concede a salvação a quem acredita na ressurreição de Jesus Cristo e decide seguir seus passos contando com a força do Espírito Santo.
            As cristãs e cristãos não observam leis e preceitos religiosos e civis para serem salvos. Eles crêem já estar salvos e, na liberdade, por amor, se unem para viver em Cristo e expandir o Reino de Deus.
É preciso não confundir o cristianismo com uma cultura religiosa. Embora seja válida para a organização de um povo e para a manifestação comum de sua fé, uma cultura religiosa não deve ser imposta a outro povo.

4. Para refletir (REVER)
4.1 Por que a salvação é um dom gratuito de Deus, e não uma recompensa pela observância a leis humanas?
4.2 As cristãs e cristãos não observam leis e preceitos religiosos e civis para serem salvos. Eles crêem já estar salvos e, na liberdade, por amor, se unem para viver em Cristo e expandir o Reino de Deus. Comente.
4.3 Nossas comunidades são sinais da gratuidade e da liberdade cristãs? Conseguem promover esses valores?
4.4 Como resolver questões internas que prejudicam a vivência comunitária?

5. Oração (CELEBRAR)
Deus de amor, gratuitamente concedeis a salvação à humanidade que crê na vitória de Jesus sobre a morte. Fortalecidas pelo Espírito Santo, nossas comunidades possam viver em Cristo e expandir vosso Reino, sendo sinais da gratuidade e da liberdade no mundo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

[Outros livros]