1. Contexto (VER)
Ao final de sua terceira viagem, Paulo Apóstolo escreveu esta carta na cidade de Corinto entre os anos 57 e 58. O imperador Cláudio, no ano 49, expulsou de Roma os judeus e, provavelmente, também os cristãos, entre eles Prisca e Áquila, um casal cristão de origem judaica. Paulo não fundou nem conhecia pessoalmente a comunidade cristã em Roma. As informações sobre os cristãos romanos devem ter sido obtidas deste casal.
2. Conteúdo (JULGAR)
De acordo com as informações que o autor obteve, em Roma havia cristãos de origem judaica e não judaica. Uma questão dividia a comunidade: a nova humanidade e sua salvação são desencadeadas pela observância da Lei de Moisés (cultura religiosa judaica) ou pela fé em Jesus Cristo?
Como aconteceu na região da Galácia, é possível que alguns judeus ou cristãos de origem judaica tenham espalhado na comunidade cristã de Roma que não bastava acreditar em Jesus Cristo para se salvar. Era indispensável a observância da Lei de Moisés, da cultura religiosa judaica, como a circuncisão.
Paulo mantém seu ensinamento, afirmando que a nova humanidade e sua salvação são dons de Deus recebidos na fé e no seguimento a Jesus Cristo, na força do Espírito Santo.
Segundo o autor, nenhuma lei é capaz de destruir o pecado, nem mesmo a Lei de Moisés. Ao contrário, ela até alimenta o pecado porque estimula o julgamento. Assim, somente a fé na ressurreição de Jesus Cristo pode desencadear a nova humanidade e sua salvação.
Para Paulo, os judeus e os cristãos de origem judaica e não judaica devem superar suas diferenças, pois participam da mesma condição: todos pecaram, se afastaram de Deus e precisam de salvação. Partindo desse ponto, o autor descreve o papel dos judeus e dos cristãos de origem judaica e não judaica no plano divino de salvação da humanidade.
Paulo planejava visitar pessoalmente a comunidade cristã em Roma, partindo, em seguida, para a Espanha. Mas seus planos não se cumpriram. No ano 58, foi preso em Jerusalém e mantido na prisão em Cesaréia da Palestina até o ano 60. Foi, então, escoltado para Roma pelo procurador Festo, permanecendo aí até 63, quando foi libertado. Voltou a Roma no ano 67, onde sofreu martírio.
3. Compromissos (AGIR)
É preciso conhecer a mensagem cristã em profundidade, intelectual e espiritualmente, a fim de comunicá-la às pessoas com precisão. Um ensinamento mal transmitido pode causar divisão na comunidade.
A nova humanidade e sua salvação são dons gratuitos de Deus recebidos na fé e no seguimento de Jesus Cristo, são desencadeadas pela fé na sua ressurreição.
A lei e a cultura religiosa são instrumentos válidos para a organização de um povo e para a manifestação comum de sua fé. Convém que uma expressão cultural religiosa não subestime as outras.
Todas as mulheres e homens participam da mesma condição religiosa: são pecadores, afastados de Deus e necessitados de sua salvação. Diante de Deus somos todos iguais. Ninguém é melhor que ninguém. E preciso alimentar a comunhão entre os povos.
4. Para refletir (REVER)
4.1 O que fazer diante de uma comunidade dividida por causa de questões religiosas mal resolvidas?
4.2 A salvação é um dom gratuito de Deus, e não uma recompensa pela observância a leis humanas. Comente.
4.3 Qual é o alcance e os limites de sua cultura religiosa?
4.4 Por que as pessoas têm a tendência de julgar que umas são melhores que as outras?
5. Oração (CELEBRAR)
Ó Deus, que gratuitamente renovais a humanidade e lhe concedeis a salvação, fazei-nos progredir na fé e no seguimento de vosso Filho, na força do Espírito Santo, a fim de superarmos todos os conflitos que dividem as mulheres e homens. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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