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Leitura do dia!

O estudo e a leitura bíblica em grupo muitas vezes fracassa por falta de uma metodologia adequada. Ocorre sempre a mesma coisa: “o que o texto falou pra mim foi...”, ou ainda, “o que mais me chamou a atenção  foi”...É fácil perceber que este modo de ler a bíblia em grupo em pouco tempo enfraquece o interesse dos jovens.
As técnicas a seguir têm a intenção de dinamizar o momento de leitura bíblica no grupo.

 

MÉTODOS:

Métodos de leitura bíblico que privilegiam a compreensão do TEXTO:

      -Avaliação dos Versículos

      -Artigo de um jornal

      -Pontuação de uma passagem

      -Comparação da traduções

      -Identificação

      -Imagem de Deus

 

 

Métodos de leitura bíblica que privilegiam a experiência de VIDA:

      -A redação de uma carta

      -Fotografias

      -Dramatização

      -Partilhar as riquezas

Avaliação dos versículos

Descrição: O coordenador (animador) pede que leiam em casa o texto escolhido pelo grupo. À medida que forem lendo, devem avaliar a importância de cada versículo, atribuindo-lhe um ponto na margem da bíblia ou em uma folha à parte. Devem colocar um número para cada versículo: haverá, portanto, tantos números quantos forem os versículos. Se, por exemplo, o texto tiver 12 versículos, darão ao versículo que considerarem mais importante o valor 1; para o segundo de importância, o valor 2; e assim até o valor 12. Não se trata de procurar “aquele que considero mais importante para minha vida, aquele que mais me diz”. É preciso procurar identificar a principal afirmação do texto, o que é mais importante, o que o autor está querendo transmitir. Na reunião os resultados são partilhados e tenta-se chegar a um consenso sobre os principais versículos (os dois ou três mais importantes). Depois disso já se pode ir em busca da atualização da mensagem central.


Exemplo: O grupo escolheu o relato da anunciação (Lc 1,26-38). Ao partilhar a avaliação que cada um deu a cada versículo, percebe-se que a metade do grupo destacou em primeiro lugar o versículo 35: “O Espírito virá sobre você e o poder do altíssimo o cobrirá com Sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer de você será chamado de Filho de Deus”. Outros preferiram o versículo 38: “Maria disse: eis a escrava do Senhor, faça-me em mim segundo  a tua palavra”. O animador ajuda a cada subgrupo a explicar ao outro o motivo de sua escolha e ajuda ao grupo a chegar a um consenso (por ex: qual é o versículo que não pode ser compreendido sem o outro?).


Avaliação: Esta técnica favorece o envolvimento pessoal de todos os membros desde o inicio, obrigando-os a prestar atenção ao texto tal como ele é e, eventualmente, também ao contexto, e lhes permitindo descobrir o essencial de cada texto, sua mensagem central; assim, evita-se atualizá-la com base em elementos secundários. Também facilita o intercâmbio, a escuta e o respeito do ponto de vista dos outros, e favorece a colaboração na busca de um ponto de vista comum.


Por outro lado, pressupõe que cada participante prepare seriamente seu encontro e não faça a avaliação dos versículos de maneira superficial. Esta técnica não pode ser utilizada com um texto longo (se o texto for longo pode-se pedir que os participantes identifiquem os quatro ou cinco versículos mais importantes), pois isso implicaria um risco de competição no momento de encontrar um consenso, devendo ao animador cuidar para que o clima seja antes de escuta e de colaboração. Deverá ser completada com outra, porque,  como tal, não favorece a leitura do que já foi vivido..


Ela ainda não requer qualificação especial no âmbito bíblico,  e sim certa maturidade para procurar o consenso sem rivalidade.

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Artigo de um jornal

Descrição: o animador pede ao grupo que redija e componha um jornal que reproduza o texto bíblico escolhido. Cada participante pode pegar o tema bíblico e tratá-lo sob diferentes formas: como editorial, como apresentação critica de um livro, destacando o aspecto econômico ou social como forma de reação do leitor etc... Pode-se tentar encontrar um título para o jornal quando estiver redigido.


Exemplo: foi escolhido o relato da saída do Egito. Têm-se então uma grande manchete e um artigo de primeira página sobre o acontecimento, em que o editorial sobre o seu significado profundo. Um leitor escreve para expressar seu descontentamento som as autoridades que permitiram essa fuga, ou um hebreu escreve sobre sua hesitação em abandonar um país onde se comia tão bem por uma aventura tão insegura. Outro demonstra compreender o acontecimento por meio de um dossiê histórico: “Quem são os hebreus?” ou: “Quem é Moisés?”, etc.


Avaliação: esta técnica permite a participação de todos e ajuda a ver o texto por diversos ângulos. Realizada em grupo, estimula muito a participação e a criatividade, obrigando cada um a se expressar de maneira concisa, indo direto ao essencial, por ser uma técnica do gênero “jornalístico”.


No entanto, ela não é apropriada para um ambiente em que as pessoas tenham dificuldade de se expressar por escrito. É mais apropriada para os relatos do que para os poemas ou ensinamentos, a não ser que o ensinamento seja um acontecimento global (“Jó: um novo livro que produz escândalo” ou: “Declaração de fracasso de Jesus”). Caso seja utilizada durante varias sessões, o interesse e a criatividade podem vir a enfraquecer.
O emprego dessa técnica pressupõe que os participantes estejam familiarizados com as introduções, as notas e os mapas de sua bíblia, para que eles possam esgotar toda informação possível e necessária à elaboração do texto.

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Pontuação de uma passagem

Descrição: cada participante recebe uma folha não qual está escrito o texto bíblico, devendo ler e  refletir sobre ele por uns dez minutos. Enquanto reflete, ele pode ir escrevendo na margem alguns sinais de pontuação: um ponto de interrogação se a frase ou o versículo lhe suscitar dúvidas, ou se não estiver entendendo algo; um ponto de exclamação se estiver de acordo com o texto e este lhe parecer muito importante; um círculo se entender que o texto está exagerado ou se não concordar com ele; uma flecha se perceber um significado pessoal ou se estiver sentindo que o texto o toca (coração); dois pontos se perceber uma luz, ou seja, se o texto o ajudar a compreender algo (cabeça).


O animador lê o texto novamente, versículo por versículo, pedindo a cada um para indicar os sinais de pontuação utilizados. Grifa-se as dificuldades ou tenta-se resolvê-las em conjunto, ao mesmo em que partilham os significados percebidos. A pessoa que está animando também pode seguir a ordem dos sinais de pontuação: primeiro partilham-se as dúvidas, em seguida as concordâncias, depois as divergências e por último as dificuldades.


Exemplo: A simplicidade deste item faz com que não seja necessário ilustrá-lo com um exemplo.


Avaliação:
Esta técnica permite que todos participem, levando cada um a reagir individualmente, ajudando que o participante preste atenção a cada parte do texto e que seja conduzido à aplicação na sua vida pessoal e à sua compreensão. Pode ser uma excelente técnica para se usar individualmente na reunião, mesmo que na reunião seja empregada uma outra técnica.
Por outro lado, a avaliação é menos apropriada para as narrações e para os textos longos, visto que pode se estender demais se o grupo for muito numeroso; além disso, exige boa orientação de quem está animando. Será utilizada com mais facilidade por pessoas que já tiveram o costume de trabalhar em grupo.

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Comparação das traduções

 

Descrição: a passagem bíblica escolhida pelo grupo pode ser lida em várias traduções modernas diferentes, examinando-as, em cada versículo, as diferenças, e procurando captar os detalhes que essa diversidade revela.

 

Exemplo: foi escolhido o Salmo 110, que diz o seguinte, em diferentes traduções:

“Oráculo de Javé ao meu Senhor:
“Sente-se à minha direita, e eu farei de seus inimigos o estrado de seus pés””.

“Oráculo do SENHOR ao meu Senhor:
“Senta-se à minha direita, que eu faça dos teus inimigos o escabelo dos teus pés””.

“Oráculo do Senhor ao meu Senhor:
‘Sente-se à minha direita e eu farei de seus inimigos o estrado de seu trono’”.


A comparação permite compreender que o primeiro “Senhor” é o nome próprio de Deus (Javé), e letra minúscula que alguns tradutores colocam no segundo permite compreender que se trata do rei; ou seja, essa tradução explica que se trata do estado do trono real, facilitando a aproximação com os antigos usos orientais, como assinalam algumas notas.

 

Avaliação: esta técnica obriga o leitor a limitar-se ao texto, não permitindo fantasia subjetiva. Também permite lembrar, de vez em quando, que nossos textos são traduções, sendo, por isso, preciso evitar tornar absoluta uma palavra em nossa língua com o que ela nos evoca, já que outra equivalente, muitas vezes, não teria a mesma ressonância. Finalmente, ela pode ajudar a entender melhor o sentido do texto.
No entanto, essa técnica não favorece a atualização, pois, para que seja utilizada com proveito, é indispensável que se tenham várias traduções.
Pode eventualmente, servir como subtécnica, isto é, no caso de alguma dificuldade particular, o animador convida o grupo a comparar sistematicamente as diversas traduções.

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Identificação

 

Descrição: Depois de ter lido o texto e situado cada personagem, fazem-se as seguintes perguntas: Que é Deus para este personagem? Que Deus espera dele? Como reage o personagem? Cada participante procura ver de qual personagem se sente mais próximo. Por que? Será que Deus espera de mim a mesma coisa que deste personagem bíblico? Espera algo diferente? Por que? Como devo reagir? Como o personagem ou de maneira diferente? Por que?

 

Podem ser feitas perguntas individualmente, durante mais ou menos 20 minutos e, depois, trocam-se opiniões. Também se pode primeiro definir em grupo a situação de cada personagem no texto para em seguida refletir algum tempo sobre a identificação pessoal, e só depois partilhar.


Exemplo: No caso de Lc 7, 36-50, os personagens são: Jesus, o fariseu, a mulher pecadora e os convidados. Cabe perguntar porque a mulher age assim, por que Jesus reage daquela maneira ou como explicar a atitude do fariseu ou a reação dos convidados. Mediante esse acontecimento, o que está sendo revelado de Deus e de sua vontade? Como se comporta cada personagem com relação a essa vontade?

 

Em seguida, cada participante situa-se individualmente com relação a essa revelação de Deus em sua vida e partilha sua descoberta com os outros. Por exemplo: “Percebo que vivo em um mundo que gosta de colocar um rótulo em cada pessoa: ‘este é um ex-detento, um marxista, um separatista...’, e que esta etiqueta discrimina. Percebo que eu não seria jamais um sinal de esperança para aqueles que são malvistos, caso eu não queria me contaminar em virtude de uma falsa obsessão de pureza e de boa conduta etc.”.


Avaliação: Esta técnica, centrada nos personagens, é simples, bastando identificar bem os personagens e todos os verbos que se relacionam com eles. Além disso, favorece a implicação pessoal.

 

No entanto, é bastante difícil evitar com ela a aplicação moralizante. Daí a importância de centrar a pergunta em Deus mais do que nos comportamentos humanos. Ninguém diz que eu devo ser humilde porque João Batista o foi, ou disponível porque Maria o foi. O fato importante reside na conversão profunda como resposta aos chamados de Deus, revelados por meio dos acontecimentos.

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A imagem de Deus

 

Descrição: Diante de um texto da bíblia, nós nos perguntamos como os diversos personagens imaginam Deus, de acordo com o que eles dizem, de acordo com suas reações e de acordo com o que fazem ou com o que não fazem. Em seguida, em um momento de silêncio, cada um se interroga para saber de qual personagem está mais próximo na maneira como normalmente imagina a Deus. O encontro termina com um intercambio entre os participantes  e um momento de oração ao Deus que se revela no texto.


Exemplo: Foi escolhido o texto Gl 4, 1-7. Estes Gálatas imaginam Deus como alguém que exige, para agradá-lo, a obediência aos seus mandamentos, tal como são formulados na lei de Moisés. Paulo imagina Deus como alguém que nos faz agradáveis a ele pela acolhida fiel do dom gratuito que nos faz em Jesus. Cada participante se interroga para saber se imagina a Deus, sobretudo como alguém que exige ou como alguém que dá. Procura-se  encontrar, no próprio comportamento traços que estejam de acordo com essa imagem de Deus. Depois, partilha-se com os demais.


Avaliação: Esta técnica, centrada na imagem de Deus, limita os riscos de uma leitura moralizante da Bíblia, ao mesmo tempo em que permite uma verificação pessoal de atitudes profundas e favorece a implicação pessoal.


Ao tocar um nível muito profundo da pessoa, essa técnica pressupõe um alto grau de confiança e respeito mútuos para que cada participante possa expressar-se com liberdade.

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Métodos de leitura bíblica que privilegiam a experiencia de vida

A redação de uma carta.

Descrição:  quando o texto já tiver sido escolhido, o animador deve sugerir que cada um escreva uma carta a um amigo, situando-o (texto), no momento atual, pensando nos problemas que acontecem no presente. A reunião  continua com a comparação e os comentários das diversas cartas. (A mesma técnica pode ser utilizada para completar alguma outra que não enfatize a atualização.)


Ao término da reunião, o animador pode sugerir que cada membro escreva uma carta a um amigo, na qual localize o texto no contexto atual, à luz do que foi esclarecido na reunião.


Exemplo: Não é possível citar um exemplo desta técnica, pois ficaria muito extenso; ademais, é muito mais fácil de ser compreendida e utilizada.
Avaliação: Esta técnica favorece o envolvimento pessoal e dá ao grupo certa difusão, se a carta realmente for enviada. Permite, ainda, elaborar todas as dimensões do texto, graças à comparação dos pontos de vista.


Não é aconselhável utiliza-la em grupos nos quais as pessoas se expressem com dificuldade por escrito. Também não é recomendável quando os participantes não tiverem o hábito de prestar atenção ao que vivido pessoalmente ou à atualidade.

 

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Fotografias

Descrição: No encontro precedente, foi determinado o texto bíblico a ser partilhado. Neste ínterim, cada pessoa retira de um álbum, jornal ou revista uma fotografia que lhe pareça relacionar-se com o texto.


O encontro desenvolve-se da seguinte maneira: lê-se o texto, depois cada um apresenta a foto escolhida e explica de que maneira ela ilustra um aspecto seu. Escuta-se e a acolhe-se o seu ponto de vista; quem não estiver entendendo pode fazer perguntas, mas não se discute. No final, escolhe-se a foto que melhor ilustra o ponto central da mensagem, colocando-a na frente de todos, talvez iluminando-a com uma vela, e faz-se uma oração inspirada no que o diálogo foto-texto sugere aos participantes.


Exemplo: O texto escolhido foi Jô 15, 1-8 (A verdadeira Videira). Algumas pessoas podem trazer uma foto de videira ou de uvas; outras, de uma garrafa de vinho, salientando que o fruto da videira é quase sempre utilizado para acompanhar acontecimentos alegres, e que o cristão, da mesma forma, também deve estar presente em tudo o que existe de alegria e de vida no mundo; outra foto pode representar fios de alta tensão e ressaltar o aspecto de estar em união com a fonte de vida (como com o centro da corrente); outra, de um cristão encarcerado na América Latina, pode ilustrar que, quando alguém dá frutos, é podado para que dê mais frutos etc.

E a cada um são feitas todas as perguntas possíveis para que ele transmita tudo o que há no ponto de vista que quis ressaltar.


Avaliação: Esta técnica ajuda aos participantes a permanecerem ativos nas reuniões, ensina-os a olhar com mais atenção aquilo com  que se está tendo contato e favorece a percepção da atualidade da Palavra de Deus. Também favorece a permanência do aprendizado: normalmente, os participantes colocam as fotos na parede, depois da reunião, e elas agora evocam para eles um texto bíblico..


É possível que os participantes se concentrem em aspectos marginais do texto e, por este motivo, não seja possível assinala-lo ou corrigi-lo. Se isso vier a ocorrer alguma vez, pode ser adotado outro processo como, por exemplo, marcar um encontro com o objetivo de aprofundar-se no texto e encontrar sua mensagem central (utiliza-se, daí, outra técnica). A técnica das fotografias seria aplicado no encontro seguinte.


O emprego dessa técnica pressupõe que os participantes aceitem e trabalhem sobre outro plano diferente do cerebral.

 

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Dramatização

Descrição: Os participantes distribuem entre si os papéis dos personagens do texto que precisam estudar. Cada um lê atentamente o texto para compreender como seu personagem reage naquela situação, porque reage assim, tentando colocar-se o mais sinceramente possível em seu lugar. Depois, “representa-se” a cena em questão, dando vazão a toda criatividade possível. E, para finalizar, cada um partilha com os demais o que experimentou na preparação e no resultado final: dificuldade em entender o personagem, sensação de não ser compreendido, acolhido, etc...


Exemplo: Escolheu-se o texto da cura do cego de nascimento, em Jô 9, 1-41. Um dos  participantes recebe o papel de Jesus, outro de cego, os demais dividem-se no papel de discípulo, das pessoas da localidade e dos fariseus. Não se deve reproduzir rigidamente o texto, por exemplo: no começo de tudo, a conversa entre Jesus e os seus discípulo sobre o problema do mal pode ser mais elaborada que no texto evangélico.


Avaliação: Esta técnica permite que todos se identifiquem com um personagem, ao mesmo tempo que os obriga a entender cada personagem a partir de si mesmos (os fariseus, neste exemplo) e a captar melhor, mediante interação dos participantes, o impacto da revelação de Deus ou de Jesus, as exigências da fé, etc... Ela também evita que se faça um estudo puramente mental, embora o tempo de preparação possa pressupor certo estudo para que se possa compreender bem determinada ação, reação ou afirmação.


Alguns adultos costumam rejeitar esse gênero de atividade, porque pressentem que tem de se envolver com um nível diferente de intercambio de idéias ou porque temem parecer ridículos.


O lado negativo da dramatização é que ela serve apenas para textos narrativos. Além disso, se o numero de personagens for restrito, os demais membros do grupo correrão o risco de serem expectadores passivos. Essas dificuldades podem ser superadas da seguinte maneira: no  momento da preparação, várias pessoas elaboram juntas o papel de um dos personagens. Já na representação, os “expectadores” poderão intervir como homens e mulheres de hoje, com sensibilidade e perguntas modernas.

 

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Partilhar as riquezas

Descrição: Cada um recebe um ficha sobre a qual escreve uma frase da Bíblia que lhe diz muito ou que teve uma importância muito especial em determinado momento da sua vida. Misturam-se os cartões que, em seguida, serão distribuídos entre o grupo, tomando-se cuidado para ninguém receber o próprio. Cada membro tem 15 minutos para encontrar as dificuldades que o texto lhe propõe, ou seja, as resistências que experimente ou aquilo que não entende. Depois, dispostos em circulo, cada um lê a palavra bíblica e expressa o que nela encontrou. A seguir, a pessoa que escreveu a frase na ficha partilha com o grupo o quanto aquele texto lhe fala e como o ajuda em sua vida. E assim sucessivamente.


Exemplo: Encontram-se, nas fichas, frases como: “Tenham coragem; eu venci o mundo”; “Eu sou a luz do mundo”; “Quem me segue não andará nas trevas”; “Não temas, pois eu estou com você”.


Um participante poderá manifestar sua incerteza, por exemplo: “Por que há sempre tanta maldade no mundo se é verdade que Cristo venceu o mal?”. Então, quem escreveu a frase poderá partilhar de imediato sua experiência: “Depois de ter experimentado um fracasso (descrevê-lo), eu estava à beira do desespero quando encontrei esta frase no Evangelho. Ela me fez compreender que..., e a partir desse momento.... etc...”.


Avaliação: Esta técnica cria nos membros um clima de simpatia e fraternidade, pois permite que cada um partilhe um pouco de sua vivencia, possibilitando, assim, um efeito altamente estimulante em cada participante.
Entretanto, existe o risco de as pessoas que encontraram em sua vida uma palavra bíblica que verdadeiramente as tenha comovido ficarem bloqueadas. Ela também pressupõe que todos estejam dispostos a partilhar um pouco de suas vivencias. Por esses motivos, ela só deverá ser praticada se houver um clima de acolhida e de respeito incondicional.

 

Textos indicados:

-Métodos de Leitura Bíblica em Grupo.