Olá, querido jovem!
Neste mês de maio estaremos meditando sobre Maria por meio do “Terço Bertoniano” que acompanha esta edição.
Promova orações e meditações sobre Nossa Mãe Maria neste mês dedicado a ela. E faça isso através dos exemplos e São Gaspar, que quis dedicar a Nossa Senhora a educação cristã da Juventude através dos Oratórios Marianos, os grupos de Jovens da época.
Chamamos sua atenção para a oração preferida de São Gaspar a Maria: “Bom dia, minha Mãe” na capa do fólder. Era com esta oração Gaspar iniciava seu dia.
Medite, reze e cultive sua dimensão espiritual com o Terço Bertoniano.
Bom proveito! E que Maria esteja com você neste mês.
- Anexo Terço (Fólder para impressão)
(do Pe. Gaspar Bertoni)
Bom dia, Minha Mãe, dai-me a vossa benção. Abençoai a mim e a todos os meus queridos.
Dignai-vos oferecer a Deus tudo o que hoje eu tenho de fazer e sofrer, em união com os vossos méritos e com os do vosso Filho Santíssimo.
Oferece-vos e vos dedico todo o meu ser e tudo que me pertence para o vosso serviço. Ponho-me inteiramente debaixo do vosso manto.
Impetrai-me pureza de mente e de corpo, com a graça de não fazer neste dia coisa alguma que posso desagradar a Deus.
Suplico tudo isto pela vossa Imaculada Conceição e intacta Virgindade. Amém.
Preparação
- Divulgar e convidar não apenas os jovens para rezar o Terço Bertoniano, mas toda a comunidade;
- Tema do Terço Bertoniano: “A Vida de São Gaspar Bertoni”;
- Preparar um ambiente que convide à oração (toalhas, flores, velas, lugar de destaque para as Sagradas Escrituras, um aparelho de som com melodias suaves, uma imagem ou cartaz de São Gaspar Bertoni, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida);
- Distribuir as funções: preparar o ambiente, recepcionista, dirigente, acender a vela, 5 leitoras(es), cantores;
- Escolher as músicas.
Desenvolvimento
- O terço é rezado da seguinte forma: lê-se o mistério e as perguntas e depois segue normalmente com o Pai-Nosso, dez Ave-Marias e o Glória.
- Um(a) jovem se responsabiliza pela recepção individual discreta durante o Terço Bertoniano;
- Mantém-se um clima de silêncio e oração pessoal enquanto os participantes chegam.
-Cada mistério pode ser rezado de uma maneira: é importante ter um canto ao final de cada dezena do terço.
- O(a) jovem dirigente acolhe os participantes convidando-os para invocar o Espírito Santo, cantando em pé;
- Enquanto se canta, acende-se a vela;
- O(a) jovem dirigente convida os participantes para louvar a Santíssima Trindade, cantando;
- O(a) jovem dirigente convida os participantes para rezar o oferecimento do Terço Bertoniano:
Deus da vida,/ nós vos oferecemos este Terço Bertoniano, / que vamos rezar com amor e devoção, / meditando sobre a Vida de São Gaspar Bertoni. / Fazei que a nossa vida / corresponda àquilo que rezamos / e alcancemos as graças necessárias / para seguirmos os passos de Jesus Cristo, / assim como vosso servo São Gaspar Bertoni. / Concedei-nos também / as seguintes graças... [em silêncio cada participante faz seu oferecimento particular]. / Que em tudo seja feita a vossa vontade. / Amém!”
- O(a) jovem dirigente convida os participantes para rezar a Profissão de Fé e a homenagem à Santíssima Trindade (um Pai-Nosso, três Ave-Marias e um Glória);
- Os cantores entoam alegremente o refrão de uma música;
- O(a) jovem dirigente convida os participantes para rezarem sentados;
PRIMEIRO MISTÉRIO
Nos tempos de Gaspar Bertoni e sua família em Verona
Leitor(a) 1: Gaspar Francisco Dionísio Bertoni nasceu em Verona, Itália, aos 9 de outubro de 1777. Foi o primeiro filho do casal Francisco e Brunora. Sua única e querida irmã Metilde faleceu quando ainda era criança. Na escola, Gaspar Bertoni foi um aluno alegre e inteligente. Recebeu a Primeira Comunhão aos onze anos. Era apaixonado por música e bem humorado. Tinha muitos amigos. Gostava de participar da comunidade e de visitar os empobrecidos e doentes. Após muita oração e meditação, disse SIM ao chamado de Deus para ser sacerdote na diocese de Verona. Em junho de 1796 a cidade foi ocupada pelo exército de Napoleão Bonaparte, imperador e general francês, e tornou-se palco de constantes conflitos entre franceses e austríacos. Era o período da expansão dos ideais da Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. Nesse difícil contexto social e sofrendo com a separação matrimonial de seus pais, Gaspar Bertoni foi ordenado sacerdote aos 20 de setembro de 1800.
Dirigente: Como está o nosso relacionamento familiar? Que importância damos para os estudos, para a comunidade, para a Eucaristia, para os pobres e doentes? Somos pessoas alegres ou mal-humoradas? Somos amigos uns dos outros? Atualmente, quais são os conflitos que atingem as pessoas em nossa sociedade? Que resposta estamos dando ao chamado de Deus?
[Silêncio]
SEGUNDO MISTÉRIO
Pe. Gaspar e a juventude nos Oratórios Marianos
Leitor(a) 2: Desde seminarista, Pe. Gaspar Bertoni já apresentava grande interesse e habilidade como “missionário dos meninos”. Por causa dos conflitos em Verona, os jovens foram os mais prejudicados. Não podiam estudar nem trabalhar. Órfãos, andavam pelas ruas mendigando ou roubando para garantir a sobrevivência. Indignado com essa realidade, Pe. Gaspar Bertoni formou um grupo de jovens, chamado Oratório Mariano, na paróquia onde atuava. Inicialmente eram doze jovens. Depois os Oratórios Marianos se espalharam por toda a diocese de Verona e chegou a reunir 400 jovens. Nos Oratórios, os jovens rezavam, estudavam, tinham atividades culturais, esportivas e profissionais. O próprio Pe. Gaspar Bertoni procurava serviço para os jovens durante a semana. O Papa Paulo VI referiu-se a ele como “Apóstolo da Juventude”.
Dirigente: Quais são as dificuldades enfrentadas pelos jovens da região onde moramos? O que temos feito por eles? O que Deus e os jovens esperam de nós? É suficiente falar do amor de Deus aos jovens empobrecidos e desempregados? O que podemos aprender com os Oratórios Marianos e com o “Apóstolo da Juventude”? [Silêncio]
TERCEIRO MISTÉRIO
Pe. Gaspar Bertoni e seus companheiros na Igreja do Estigmas
Leitor(a) 3: Alguns membros da Igreja acreditaram na euforia dos ideais da Revolução Francesa. Napoleão Bonaparte impediu todas as congregações religiosas de realizar suas atividades. Mesmo assim, Pe. Gaspar Bertoni sentiu um forte apelo de Deus para fundar uma congregação religiosa. “Os tempos difíceis são os mais oportunos”, dizia ele. Depois de participar de uma Missão Popular na Paróquia São Firmo em maio de 1816, Pe. Gaspar Bertoni teve certeza de que Deus desejava a fundação de uma congregação religiosa missionária. Nesta ocasião, ele recebeu da Santa Sé o título de “Missionário Apostólico”. Então, no dia 4 de novembro daquele mesmo ano, Pe. Gaspar Bertoni, Pe. João Marani e o Ir. Paulo Zanoli assumiram a igreja dos Estigmas de São Francisco de Assis anexada a uma escola e fundaram a Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo, como foi posteriormente chamada. Ali eram professores voluntários dos jovens empobrecidos, celebravam os sacramentos e orientavam as pessoas. Eram “monges em casa e apóstolos fora”. O povo e o clero os estimavam. Novos membros foram admitidos à comunidade, mas alguns saíram.
Dirigente: Na Igreja ainda há alguns membros que vivem propostas diferentes daquelas apresentadas por Jesus Cristo? Nós fugimos ou enfrentamos as dificuldades que aparecem na comunidade e na sociedade? Como está a nossa vida de oração pessoal e comunitária? Somos disponíveis às necessidades da comunidade e da sociedade? Sabemos acolher novos membros em nossa comunidade?
[Silêncio]
QUARTO MISTÉRIO
Pe. Gaspar Bertoni e seus sofrimentos
Leitor(a) 4: Em termos familiares, Pe. Gaspar Bertoni sofreu muito com a dureza e exigências de seu pai, com o falecimento de sua irmã, com a separação matrimonial de seus pais e com o falecimento de sua mãe. Além disso, teve uma saúde frágil. Mas Pe. Gaspar Bertoni compreendia a doença e o sofrimento como lições de vida ensinadas por Deus. Considerava-se um aluno da Escola de Deus. Em 1812, uma perigosa doença quase matou Pe. Gaspar Bertoni. Mal controlada, a doença o perturbou ainda em 1814 e 1815. Em 1824 precisou submeter-se a diversas cirurgias sem anestesia. Na Igreja dos Estigmas, ao lado de seus companheiros, sofreu muitas calúnias. Por causa da enfermidade, não pôde mais celebrar a Eucaristia nos últimos dez anos de sua vida. Os três anos finais foram um contínuo martírio. No dia de sua morte, quando lhe perguntaram se ele precisava de alguma coisa, Pe. Gaspar Bertoni respondeu: “Preciso sofrer”. Isso foi em 12 de junho de 1853.
Dirigente: O sofrimento é um castigo de Deus ou faz parte da nossa condição humana? São Paulo afirma que “nem a morte [...] poderá nos separar do amor de Deus” (cf. Rm 8, 38s). Nós acreditamos nisso? Sabemos consolar os enfermos ou só pensamos em nossas próprias enfermidades? Como reagimos quando somos caluniados? O que significa ser aluno da Escola de Deus?
[Silêncio]
QUINTO MISTÉRIO
São Gaspar Bertoni: um Santo para nosso tempo
Leitor(a) 5: Imediatamente após a morte de Pe. Gaspar Bertoni, o sino maior da igreja dos Estigmas anunciava a Verona a morte de um santo. Foi declarado Bem-aventurado em 1º de novembro de 1975 pelo Papa Paulo VI e em 1º de novembro de 1989 Pe. Gaspar Bertoni foi declarado Santo pelo Papa João Paulo II. Ele é modelo de seguimento a Jesus Cristo para os religiosos, diáconos, padres, leigas e leigos estigmatinos, como ficaram conhecidos seus seguidores. A Pastoral da Juventude Estigmatina deseja atualizar o trabalho desenvolvido por São Gaspar Bertoni, considerando as diversas transformações sociais, políticas, econômicas e religiosas que atingem diretamente a juventude, e estar em comunhão com a caminhada da Pastoral da Juventude do Brasil. Em síntese: quer ser fiel e criativa ao carisma herdado de São Gaspar Bertoni no trabalho com a juventude.
Dirigente: Por que uma pessoa é considerada santa pela Igreja? Para que servem os santos? O que mais chamou sua atenção sobre a vida de São Gaspar Bertoni? O que podemos aprender com ele? É possível sermos fiéis e criativos àquilo que ele testemunhou em seu tempo? Como? [Silêncio] - O(a) jovem dirigente convida os participantes para levantar e rezar o Agradecimento do Terço e a Salve, Rainha;
- O(a) jovem dirigente convida os participantes para rezar a
Ò Pai,/ que inspirastes vosso servo sacerdote / São Gaspar Bertoni / a dedicar-se todo inteiro / ao serviço da Igreja, / como testemunha e Apóstolo / dos sofrimentos de Cristo, / concedei-nos seguir o seu exemplo / para sermos fiéis operários de vossa vinha / e mensageiros de vossa Palavra. / Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, / na unidade do Espírito Santo. / Amém!
Conclusão
- O(a) jovem dirigente agradece a presença de todos os participantes e os convida a pedir as bênçãos de Deus pelas mãos de Maria, a Senhora Aparecida, cantando.
- Os cantores entoam alegremente o canto Dai-nos a bênção;
- O(a) jovem dirigente convida os participantes para o abraço da paz e despedida. Canta-se o canto final.
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