As dinâmicas de Integração Comunitária visam o conhecimento das outras pessoas, o maior envolvimento e cumplicidade dos membros com o objetivo do grupo, criando um sinergia.
São propícias para início de atividades e encontros. É aí justamente a hora de abrir-se para novas relações e ter uma aventura partilhada.
Bom Proveito!
Objetivos
Promover integração. Tomar conhecimento da realidade de um grupo. Desenvolver trabalhos grupais com agilidade e mobilidade integradora.
Material
Se possível, papéis com as questões a serem discutidas pelos grupos.
Processo
Forma-se um círculo com os participantes, e o coordenador convida todos a fazer um passeio de barco a remo a uma ilha (pode-se também adaptar e substituir o barco pelo trem ou qualquer outro meio de locomoção). Para início de conversa,combina um código como um apito ou palmas... pois toda vez que bater palmas ou apitar todos devem parar onde estão escutar, porque haverá uma mensagem importante a ser comunicada. Pare e escute.
Inicia-se o passeio. Todos devem movimentar os braços como se estivessem remando. Em seguida o coordenador anuncia a chegada à ilha e que veio mais gente conosco. Por todos devem passear pela ilha/sala e cumprimentar os demais companheiros com alegria e espontaneidade. E hora do quebra gelo. A história e os passos devem ser recheados de acorodo com a criatividade do coordenador.
Quando todos já tiverem se cumprimentado, dá-se o sinal combinado e comunica-se, num tom de gravidade, que houve um maremoto (tremor no mar) e que a ilha corre o risco de ser inundada. Por isso foi solicitado um helicóptero (pode-se dizer a quem foi solicitado, se quiser) para resgatar o grupo. Porém, ele não poderá levar todos de uma só vez. Logo, o grupo deverá se organizar com rapidez para ser salvo, seguindo atentamente a orientação do coordenador. E as orientações são as seguintes (podendo ser adaptadas de acordo com o grupo e suarealidade):
1. O helicóptero chegou. Ele levará 5 pessoas que deverão ir conversando sobre as seguintes questões: seu nome, nome do grupo a que pertence e significado do nome, nome da comunidade onde mora e atua, qual seu ideal. (Juntem-se rapidamente porque o helicóptero está de partida...) Após 2-3 minutos, percebendo que alguns grupinhos já estão concluindo, dá-se novamente o sinal. Todos devem parar onde estão e escutar.
2. Diz-se que o helicóptero voltou e agora só levará pessoas parecidas, semelhantes (deixar que cada um estabeleça os critérios de semelhança), e que deverão ir conversando sobre as seguintes questões: nome, o que faz na comunidade, se estuda, o quê, onde, se trabalha, em quê, o que gostaria que fosse tratado na reunião/encontro/curso.
3. Após o sinal o coordenador comunica que o helicóptero voltou para mais uma viagem e só levará pessoas do mesmo tamanho ou cor. E devem ir conversando: Como se sente aqui? Por que veio? Como está organizada a pastoral em sua paróquia/diocese? etc. Aqui começa a lançar questões mais ligadas ao tema a ser estudado para um aquecimento e levantamento da realidade.
4. O helicóptero voltou novamente. A situação ainda é grave. Por isso, desta vez só levará pessoas que ainda não se encontraram, e no máximo 5 pessoas. Elaborar algumas questões de interesse para conversar no grupo.
5. Um último sinal. O coordenador comunica que recebeu nova informação dizendo que o mar está calmo e que agora devemos nos retirar de barco mesmo. Mas alguns barcos foram levados pelo mar. Por isso devemos embarcar de dois em dois, com a condição de que seja a pessoa que menos se conhece. Deve embarcar e voltar para o ambiente de trabalho conversando sobre o que achou da dinâmica, evitando, assim, que se formem panelinhas.
• Avaliar a experiência. Algumas questões como sugestão: (Como se sentiu? O que achou da dinâmica? Como foi o espírito de iniciativa e agilidade? Como se sentiu nos diversos grupos? Alguém ficou sobrando? Questões que podem ter aparecido: rejeição da cor, do tamanho, da gordura. Quais foram as dúvidas a respeito das questões abordadas? Quais foram as expectativas etc. A dinâmica possibilita um primeiro retrato da realidade do grupo.
Objetivos
Conhecimento mútuo. Levantamento da realidade.
Material
Alfinetes ou fita adesiva para colar; pincéis ou canetas; folhas de jornais ou papel de computador (grande); tesoura.
Processo
• Cada participante pega seu jornal (ou outro papel) e confecciona uma camiseta para si, na qual deve escrever: a) seu nome, b) que trabalho faz, c) onde trabalha, d) se gosta do trabalho que faz etc., contanto que cada um possa desenhar ou escrever algo que caracterize sua vida. Pode-se também abordar outros aspectos da vida, como estudo, lazer, moradia, família etc.
Prega-se a camiseta no corpo e circula-se pela sala para cada um ler o que o outro escreveu ou desenhou.
• Conversa-se dois a dois ou três a três sobre o que está escrito ou desenhado nas camisetas. É bom que
cada um possa partilhar sobre o que escreveu ou idealizou.
• Algumas questões para motivar a partilha: O que observou? Qual é a nossa realidade? Como nos sentimos como trabalhadores? Como podemos nos ajudar mutuamente nestas questões tão fundamentais em nossa vida?
Objetivos
Além do objetivo de integração, através do diálogo, esta dinâmica serve para uma rápida troca de ideias e informações entre os membros do grupo, sobre um assunto estudado ou que deverá ser discutido em seguida.
Material
Não é necessário.
Processo
• Todos os participantes devem se sentar em círculo, onde será feita a contagem. Os números ímpares formam um círculo interno, de frente para o número par seguinte ao seu, que fica no círculo de fora.
• As duplas sentam-se de frente: o círculo externo voltado para dentro e o interno voltado para fora.
• Cada dupla dialoga (entrevista recíproca, troca de informações, bate-papo informal) durante cerca de dois minutos.
• A cada dois minutos, dá-se um sinal e os membros do círculo externo avançam um lugar, continuando o diálogo com o outro companheiro, até completar a volta e todos passarem por todos.
• Completada a volta, reconstitui-se o grande círculo e passa-se à avaliação do exercício. E importante que cada participante possa expressar livremente suas impressões.
Objetivo
Apresentação e conhecimento mútuo.
Material
Papel para cada participante e canetas.
Processo
Todos recebem um pedaço de papel onde escrevem seu nome de modo bem legível.
Cada participante se movimenta pedindo autógrafos aos demais.
Partilha-se, em seguida, quantos autógrafos cada um conseguiu.
• À medida que vão lendo os nomes autografados, devem apresentar os autores dos autógrafos ao grupo.
• É importante despertar para o fato de que nem sempre se lembrar de todas as pessoas autografadas. Isto significa que estávamos preocupados em colher muitos autógrafos e não em saber quem é quem. Alguém se preocupou mais em dar autógrafos? Por quê?
• Avaliar o que isso tem a ver com nosso dia-a-dia e que importância damos a cada tipo de pessoas. Quantas vezes corremos atrás de pessoas importantes e não nos preocupamos com quem está ao nosso lado?
Objetivos
Facilitar comunicação interpessoal e conhecer a ideologia e valores que que predominam no grupo.
Material
Não é necessário.
Processo
O coordenador motiva o grupo para que cada um pense e escolha: a) uma pessoa, b) uma palavra, c) um lugar.
• Minutos de silêncio. Em seguida, partilhar dois a dois; depois, quatro a quatro, quando irão escolher (entre os quatro) apenas uma pessoa, uma palavra, um lugar.
• Cada grupo de quatro leva para o plenário o que escolheram. Finalmente, deve-se concluir a dinâmica "elegendo" a pessoa, a palavra e o lugar mais significativos para o grupo.
• Refletir sobre as conclusões, chamando a atenção para o tipo de pessoa, palavra e lugar que o grupo escolheu. Nossas escolhas manifestam muito de nós.
Objetivos
Contatar dificuldades em lidar com o diferente no grupo.Despertar para a acolhida e a integração do outro como diferente.
Material
Vários bonecos desenhados e recortados em cartolina, de maneira que tenhamos cada peça (parte do corpo) separadamente. Algumas peças de cores diferentes, bem diferentes!
Processo
• Cada participante deve receber uma peça para formar os bonecos. Na própria formação dos bonecos, o grande grupo será organizado em pequenos grupos (de acordo com o boneco formado) para partilhar a experiência.
• Como existem bonecos de cores diferentes, aqueles que receberem peças de cores muito diferentes, certamente, ficarão meio sem lugar, procurando outro boneco para se encaixar. Porém não irão encontrar.
• Alguns bonecos serão formados com peças diferentes mesmo. E qual é o problema?
• O coordenador deve estar atento para todas as manifestações de discriminação e dificuldade para lidarem com as peças diferentes.
• Ao final, partilhar o que sentiram, o que isso tem a ver com nossa vida e o que aprendemos com essa dinâmica.
Objetivos
Memorizar os nomes dos membros de um grupo. Integrar melhor o grupo favorecendo o conhecimento mútuo.
Material
Não é necessário.
Processo
É bom que todos estejam em círculo.
Cada um dirá seu próprio nome acrescentando um adjetivo que tenha a mesma inicial do seu nome. Por exemplo: Roberto risonho.
O seguinte repete o nome do companheiro com o adjetivo e representa-se acrescentando um adjetivo também ao próprio nome. E assim sucessivamente. Por exemplo: Roberto riso,Nair neutra, Luzia linda, Inácio inofensivo, Marcial noreno, Adaílton animado, Necilda nova, Teresinha ternu-ini, Ana alegre...
Ao final partilha-se a experiência: como cada um se sentiu ao dizer o próprio nome, o adjetivo etc.
Objetivo
Ajudar as pessoas do grupo a se conhecer.
Processo
Durante três minutos, deverão adivinhar a biografia de um dos membros participantes. Poderão adivinhar algo sobre infância, adolescência, pais, lugar de nascimento, educação, interesses e os atuais hobbies, estado atual da sua família, emprego, experiências, habilidades etc. Todos os participantes, durante uns três minutos, procurarão colaborar na adivinhação.
• No final dos três minutos a pessoa interessada terá outros tantos minutos para comentar até que ponto as adivinhações foram acertadas.
• A seguir será focalizada outra pessoa, continuando o exercício enquanto o tempo permitir.
• Ao final, partilham-se os sentimentos bem como a importância desta experiência.
Objetivos
Conscientizar as pessoas acerca da dificuldade que existe em compreender os outros. Mostrar que a falta de comunicação é muitas vezes um problema de falta de compreensão.
Material
Papel em branco e caneta.
Processo
• O animador explica inicialmente o que se entende pela expressão: "Pôr-se na pele do outro". Como é o outro, na própria pele? Como compreendê-lo para melhor comunicar? etc.
• Em continuação, o animador pede que se formem subgrupos de dois, para poderem vivenciar a situação de "espelho" com o parceiro. Este exercício tem três fases:
a) O parceiro A procura executar uma ação (pentear o cabelo, escovares dentes, sorrir, dançar, vestir-se, tomar café, trabalhar em escritório, escrever uma carta etc.), e o colega B o imitará em todos os gestos, com o seu ritmo, suas emoções e com toda a precisão.
b) Invertem-se os papéis. O parceiro B começa a ação e o A o imita em tudo.
c) Nessa terceira fase, é sempre a situação do espelho. Após algum tempo de concentração de um sobre o outro, cada um procurará ser, ao mesmo tempo, aquele que inicia o gesto e fará a vez do espelho, imitando os gestos do outro. Ninguém saberá o que irá acontecer. Observe-se que as duas pessoas farão ao mesmo tempo as duas coisas.
• Finalmente, as duas pessoas comentarão a experiência vivida, pondo em comum as seguintes observações: a) como se sentiu e a dificuldade de estar atento durante todo o tempo; b) a concentração sobre o outro; c) o gesto externo, revelando o movimento interno; d) quem tomou a iniciativa de um gesto e quem imitou; e) o que aprendeu com o exercício e o que isso tem a ver com nosso dia-a-dia.
Objetivos
Identificar as preocupações e os interesses mais importantes do grupo, como base para uma maior compreensão e programação.
Material
Papel e caneta. Quadro-negro e cartolinas.
Processo
• O coordenador formulará a seguinte pergunta: "Escreva três coisas que são mais importantes em relação a este grupo". Em outras palavras: "Quais as três últimas coisas que você deixaria em relação a este grupo?"
• Durante cinco a oito minutos todos responderão, por escrito, a esta pergunta. A seguir o coordenador perguntará: "Se tivessem um desejo mágico e pudessem mudar três coisas em relação a este grupo, o que mudariam?"
• As respostas devem ser colocadas no verso da folha, usando para isso mais cinco a oito minutos. Na discussão que seguir, todos poderão pronunciar-se, em primeiro lugar, sobre os aspectos que não podem mudar, que já são positivos e é importante conservar em relação ao grupo. E, logo após, sobre o desejo mágico.
• Discute-se, a seguir, sobre as coisas que precisam e podem ser mudadas imediatamente no grupo.
• No final avaliam-se os sentimentos e os encaminhamentos feitos para melhorar a vida do grupo.
Objetivos
Conhecer as lideranças. Observar iniciativas. Observar atitudes de partilha, abertura, colaboração, participação e
outras...
Material
Fichas em branco e envelopes contendo fichas, previamente preparadas, com fragmentos de frases ou partes de um cartaz cortado/retalhado. Cada frase em uma cor diferente. Por exemplo:
a) Na amizade, / só / permanece / o que é / repartido (cada fragmento deve estar escrito numa ficha/pedaço de papel).
b) Eu / sou / aquilo / com que / estou comprometido.
c) Para compreender / as pessoas / devemos tentar escutar / o que elas / não estão dizendo.
d) As pessoas / precisam / uma das outras / como o peixe / precisa da água.
Obs.: As frases devem ser de acordo com o interesse e a necessidade do grupo.
Processo
• O animador convida um grupo para observar. Este grupo deverá estar atento às atitudes de cada pessoa durante a dinâmica (liderança, primeira pessoa e outras que colocam em comum suas fichas, tipo de participação de cada um dos membros do grupo, atitudes observadas de entusiasmo, comunicação, colaboração, interesse, criatividade, perseverança, estímulo, desinteresse, impaciência, dependência, individualismo etc.).
• Cada pessoa recebe um envelope contendo cinco fichas, sendo cada ficha de frases diferentes.
Formam-se grupos e cada grupo deverá formar tantas frases quantos forem os participantes do grupo (se o grupo é de cinco, deverão formar cinco frases, e assim por diante).
• Assim que cada grupo formar suas frases, estas deverão ser escritas numa outra ficha em branco e entregues a um representante do grupo que apresentará as frases ao plenário.
• Apresentadas as frases, o animador dá a palavra ao grupo de observadores para que digam o que observaram no decorrer do trabalho de grupos.
• Ao final, todos poderão partilhar como se sentiram e avaliar a dinâmica, bem como o que ela revelou de cada participante.
Objetivos
Vivenciar o desejo de merecer consideração e interesse. Sentir a alienação, o isolamento, a solidão, a sensação de estar excluído do grupo.
Material
Não é necessário.
Processo
• O animador escolhe de cinco a sete pessoas que serão identificadas como "de dentro" e que ficam de pé, no centro do grupo, formando um círculo apertado com os braços entrelaçados. Tanto podem ficar viradas para dentro como para fora.
• A seguir, escolherá uma pessoa do grupo que será o “intruso" e que deverá tentar entrar no círculo da maneira que puder, enquanto os componentes do círculo procurarão conservá-lo fora.
• O "intruso" tentará abrir o círculo e tomar seu lugar ao lado dos outros como um membro regular, podendo o animador indicar outro membro como “intruso", já que essa atividade costuma despertar prende empatia.
No final do exercício, os “intrusos” e os outros membros, que funcionaram como observadores, farão os comentários acerca da experiência. É importante observar se os intrusos tentaram entrar no grupo usando a força ou o diálogo. Avaliar a dinâmica perguntando, dentre outras coisas: Como se sentiram? O que isso tem a ver com nossa vida? O aprendemos com esta experiência?
Qbjetivo
Congraçamento.
Material
Crachás contendo letras grandes. Cada crachá deve trazer uma letra diferente e um cordão ou pedaço de barbante para ser amarrado e pendurado no pescoço. Prêmio para o grupo vencedor.
Processo
. Cada participante receberá um crachá com uma letra.
. As pessoas deverão criar grupos espontâneos, formando palavras ou frases.
Quem formar primeiro uma palavra ou frase deverá ser premiado.
O grupo que não conseguir formar nada poderá pagar uma prenda.
Cada grupo deve tirar uma lição de vida a partir da experiência feita e da palavra ou frase formada.
No final, avaliar a experiência: O que isso tem a ver com a nossa vida e a vida de nosso grupo? O que aprendemos de novo? Todo mundo participou? Como foi o espírito de iniciativa? Quem e como liderou?
Objetivos
Conhecer os integrantes do grupo, "quebrar o gelo", chamar à participação e ao movimento.
Material
Crachás para todos, contendo os nomes de cada um.
Processo
• No início do encontro, distribuem-se os crachás normalmente, de forma que cada um receba o seu próprio nome.
• Após algum tempo, recolher novamente os crachás e colocá-los no chão, com os nomes voltados para baixo. Cada um pega um para si; caso pegue o próprio nome, deve trocar.
• Colocar o crachá com outro nome e usá-lo enquanto passeia pela sala.
• Enfim, procurar o verdadeiro dono do nome (crachá) e entregar a ele seu crachá. Aproveitar para uma pequena conversa informal; procurar conhecer algo que ainda não conhece do colega.
• Partilhar a experiência no grande grupo. Avaliar a dinâmica.
Objetivos
Sensibilizar os participantes para os sentimentos e necessidades das outras pessoas. Analisar a interação numa experiência.
Material
Não é necessário (apenas sala com cadeiras).
Processo
• O animador discute com o grupo uma situação concreta e vivenciada por todos, em que tenham de planejar e procurar recursos para a execução. Define-se que tipo de grupo seria, como se chamaria, qual o papel dos assessores e qual o assunto a ser discutido. Caso o grupo seja muito numeroso, é bom dividi-lo em grupos menores. Pode-se escolher alguns como observadores.
• Cada grupo escolhe os dois assessores e pede-se que saiam da sala para combinarem entre si como atuar.
• Cada grupo, na sua vez, vai chamar dois assessores e tentam resolver com eles a questão.
• Os assessores deverão ser tratados de maneira distinta: um será sempre favorecido, acolhido, respeitado e admirado (a este o grupo deve fazer perguntas); o outro deve ser rejeitado em tudo o que falar (a este o grupo tenta tratar com a maior indiferença possível).
• Voltam os assessores escolhidos e começam as perguntas.
• Os observadores prestam atenção quanto às reações dos assessores, bem como às reações dos participantes.
• O animador passa pêlos subgrupos para ajudar se for necessário.
• A experiência termina quando houver dados suficientes para avaliar e discutir. Tomar cuidado para que os assessores não desconfiem de que houve alguma combinação quanto à maneira de serem tratados.
• Partem então para a discussão em plenário, onde todo o grupo deverá se manifestar:
a) Os observadores dizem o que observaram sobre cada um dos assessores.
b) O animador pergunta aos assessores como se sentem, como se sentiram envolvidos, como viram a situação etc.
c) Provoca-se a discussão do grupo sobre o que se passou. Tenta-se estabelecer um paralelo entre as duas situações.
d) O animador orienta a discussão para o aprofundamento de como uma pessoa age ante a percepção de aceitação ou rejeição de um grupo ou mesmo da sociedade, consciente ou inconscientemente.
e) Deve-se salientar o papel desses sentimentos nas atitudes pessoais no grupo e na vontade de cooperar com o grupo.
f) E importante respeitar os sentimentos e necessidades dos outros se se desejam cooperação e colaboração.
• Avaliar a dinâmica.
Objetivos
Conhecer melhor os membros do grupo. Identificá-los a partir de suas iniciativas.
Material
Folhas de papel em branco para todos os participantes, lápis ou caneta.
Processo
• Cada participante receberá uma folha em branco e, à ordem do animador, completará a frase: "O que eu faria se...", deixando em aberto, sem resposta.
• Em seguida, todos devem deixar seu papel no chão, com o verso virado para cima. Mistura-se tudo e cada um deve pegar novamente um papel para si.
• Sem olhar o que já está escrito do outro lado, procurar dar uma resposta para sua própria pergunta, ou responder como quiser.
• Finalmente, cada um poderá ler, primeiramente a pergunta, e depois a resposta que há no verso. Certamente não coincidirá, mas o grupo deve tentar reconhecer o autor daquela questão.
• Em plenário, partilha-se a experiência, salientando as dificuldades encontradas para identificar os companheiros e as descobertas feitas com a dinâmica.
Objetivos
Questionar a facilidade com que rotulamos as pessoas, tentando julgá-las menos por seu conteúdo intrínseco e pessoal do que pela eventual "embalagem" simbolizada por seus trajes, hábitos, família, situação intelectual ou social etc.
Material
Crachás que sejam como rótulos para os participantes, com os seguintes dizeres:
a) Sou engraçado: ria.
b) Sou tímido: ajude-me.
c) Sou surdo: grite.
d) Sou mentiroso: desconfie.
e) Sou criativo: ouça-me.
f) Sou pouco inteligente: ignore-me.
g) Sou muito poderoso: bajule-me.
Processo
• Os participantes são divididos em grupos de cinco ou seis elementos.
• Cada participante receberá seu rótulo já colado na testa (de modo que ele não o leia antes nem durante a dinâmica).
• Motivar todos a discutir soluções possíveis para algum problema determinado, contanto que, durante a discussão, levem em consideração o rótulo que cada um está usando.
• Discutir o tema proposto, considerando o outro a partir do rótulo.
• Concluir a experiência avaliando e partilhando os sentimentos vividos e o que isso tem a ver com nossa vida, como rotulamos as pessoas e como melhorar nossa comunicação.
Objetivo
Examinar a escala de valores pessoais.
Material
Preparar para cada participante uma listagem das questões abaixo. Caneta ou lápis.
Processo
• Entregar a cada participante uma listagem das questões abaixo. Caberá a cada participante a resposta de todas as questões, colocando o número l na opção mais significativa, o 2 e o 3 nas seguintes, e o 4 na menos importante
Mais importante na amizade...
( ) lealdade ( ) generosidade ( ) honestidade ( ) confiança
b) Receber inesperadamente dez mil dólares...
( ) poupança ( ) doações ( ) viagem ( ) compras
c) Bem mais perigoso para um jovem...
( ) alcoolismo ( ) droga ( ) prostituição ( ) isolamento
d) Se pudesse mudar completamente, escolheria morar...
( ) aqui mesmo ( ) fazenda ( ) outra cidade ( ) em outro país
e) Se pudesse, escolheria agora para você... ( ) beleza física ( ) muito mais dinheiro ( ) muitas amizades ( ) amor
f) Quando tem consciência de seu erro preocupa-o mais...
( ) seu desapontamento ( ) o desapontamento dos seus familiares ( ) o desapontamento dos colegas ( ) o fato de ter de melhorar
g) Melhor professor na sua opinião...
( ) grande conhecimento e pouca didática
( ) muita didática e parcos conhecimentos
( ) muita experiência e razoáveis conhecimentos
( ) deixar a gente à vontade h) O que prefere...
( ) solidão ( ) poucos amigos
( ) muitos amigos ( ) um só amigo pra valer i) É bem mais agradável...
( ) televisão ( ) aparelho de som ( ) cinema ( ) discoteca j) Em uma separação do casal vale mais...
( ) ficar com os filhos
( ) dar aos filhos o direito de opção
( ) lutar persistentemente pela reconciliação
( ) deixar tudo e ir embora.
• Depois de alguns minutos de silêncio, em que cada um respondeu pessoalmente, formar pequenos grupos para a leitura das respostas e análise das preferências (15 a 20 minutos).
• Finalmente, em plenário, abrir um painel global para discussões. Usar o toque ou sinal que indicará a passagem de uma etapa para outra.
Objetivos
Favorecer, aos participantes de um encontro que não se conhecem, um rápido relacionamento que dissolva as tensões e facilite a comunicação e a integração.
Material
Para cada participante, folhas com o desenho de uma pessoa envolvida numa faixa contendo os seguintes dizeres: Eu penso (sobre a cabeça), Eu sinto (sobre o peito), Eu ajo (sobre as pernas). Caneta.
Processo
• Após uma técnica de mistura dos participantes para quebrar as panelinhas, o animador entrega para cada participante o desenho da pessoa (penso-sinto-ajo). Em duplas, deverão conversar o que quiserem em relação ao tema do desenho.
• Cada um escreve o que conseguiu captar do outro, como percebeu o outro, em relação ao que ele pensa-sente-age. Em mais ou menos 5 minutos.
• Em seguida, cada dupla escolhe outra dupla que ainda não conhece para formar um quarteto. Um apresenta o outro em cada dupla; dialogam sobre o mesmo tema anterior (10 a 15 minutos) e escrevem o que ouviram.
• Depois disso, cada quarteto procurará outros quatro, de preferência pessoas desconhecidas: serão oito. Uma pessoa apresenta as outras do quarteto: o mesmo ocorrerá no outro. Dialogam. Ninguém apresentará a si mesmo. Se for possível, usar o toque ou sinal que indicará a passagem de uma etapa para outra.
Avaliar a dinâmica com questões do tipo: O que sentiu durante a dinâmica? O que aprendeu com os colegas? Como se sentiu ao falar de si? Como se sentiu ao escrever sobre os colegas?
Objetivos
Procurar sentir o espaço, entrar em contato com os outros membros do grupo. Relacionar-se com as outras pessoas do grupo.
Material
Equipamento para fundo musical.
Processo
• O animador pede a todos os participantes do grupo que se aproximem uns dos outros, assentando-se no chão. Coloca-se um fundo musical adequado.
• Em seguida ordena que todos fechem os olhos e, estendendo os braços, "procurem sentir o espaço do grupo": todo o espaço diante deles, por cima das cabeças, atrás das costas, por baixo, e em seguida tomar consciência do contato com os demais ao passar por cima uns dos outros e se tocarem.
• O exercício continua durante cerca de 5 minutos, dando oportunidade ao animador para observar as reações dos participantes, como alguns preferem definitivamente permanecer no próprio espaço e consideram uma intrusão alguém interferir nele.
• Observa-se ainda como outros se mostram mais relutantes em introduzir-se no espaço dos vizinhos, temendo não serem desejados, enquanto outros ainda procuram as pessoas e apreciam o contato físico.
• Finaliza-se o exercício colhendo as reações dos participantes, através da verbalização.
Objetivos
Estabelecer uma comunicação real. Auxiliar os participantes a se tornar conscientes de sua verdadeira reação uns em relação aos outros, através do uso dos sentimentos em todo o corpo.
Material
Equipamento para fundo musical.
Processo
• O animador convida três casais ou duplas para ficarem de pé, num canto da sala. Depois convida duas destas pessoas para que fiquem de pé, uma em cada extremidade da sala, silenciosas, olhando-se nos olhos e andando muito lentamente, uma em direção à outra. Coloca-se um fundo musical adequado.
• Sem nada haver planejado, quando as duas pessoas se encontrarem bem próximas uma da outra, deverão fazer o que quer que sintam impelidas a fazer.
• Poderão continuar o encontro durante o tempo que quiserem.
• Terminado o encontro, o exercício prossegue, com outros dois, caso seja necessário.
• No final da experiência, seguem-se os comentários, não só dos protagonistas, como dos observadores.
• Avaliar a técnica e como isso acontece em nossa sociedade, em nosso dia-a-dia.
Objetivo
Expressar sentimentos positivos, de carinho e afeto para com uma pessoa.
Material
Não é necessário.
Processo
• O animador inicia explicando ao grupo como a afeição se baseia na formação de ligações emocionais. Geralmente é a última fase a emergir na evolução do relacionamento humano, após a inclusão e o controle, conforme a teoria de William C. Schutz. Na fase da inclusão, as pessoas têm de encontrar-se umas com as outras e decidir se continuam seu relacionamento. Os problemas de controle exigem que as pessoas se confrontem umas com as outras e descubram como desejam relacionar-se.
Para prosseguir a relação, cumpre que se formem ligações afetivas, e elas têm então de abraçar-se, a fim de que se crie um vínculo duradouro.
• Feita esta explicitação ou outra semelhante, o animador pede aos participantes para formar dois círculos iguais: um voltado para fora e o outro voltado para dentro, de tal modo que as pessoas fiquem umas de frente para as outras.
• O círculo que se encontra no centro fica parado, podendo as pessoas permanecer no círculo ou sair dele, ou ainda ficar de costas. Os membros podem fechar os olhos, se quiserem.
• As pessoas que estão no círculo de fora vão circulando pela esquerda e manifestando sua afeição e carinho a cada pessoa do círculo interno.
• O impacto é mais forte quando cada um se coloca diante da pessoa, toca-a, olha nos olhos e lhe fala diretamente — é uma outra maneira de realizar o exercício.
• Avaliar a dinâmica perguntando às pessoas: O que sentiram? Por que agiram assim? O que isso tem a ver com o dia-a-dia?
Obs.: Pode-se também deixar o grupo livre, circulando pela sala e acariciando as pessoas sem nenhuma formalidade. Assim a espontaneidade pode ser maior.
Objetivos
Fazer perceber a importância de um espaço próprio. Despertar as pessoas para os seus critérios de inclusão e exclusão dos outros em seu círculo de relacionamento. Perceber o quanto de nossa vida é gasta em manter os outros fora.
Material
Papel e caneta para todos
Processo
• O animador explica a técnica, pedindo a cada pessoa que desenhe um círculo e escreva o que/quem colocaria dentro e o que/quem deixaria de fora do círculo.
• Dá-se um tempo para cada pessoa desenhar o círculo e escrever.
• Partilha-se a experiência: O que/quem foi colocado dentro? O que/quem ficou de fora? Como se sentiu? Esta partilha será feita em pequenos grupos.
• Depois refletir o texto abaixo: "Qual o tamanho do círculo?"
• Em plenário, avaliação geral da dinâmica.
Texto: “Qual o tamanho do circulo”
Quanto tempo da nossa vida é gasto em manter os outros fora dela. Quartos e casas particulares; clubes e escritórios particulares; estradas e praias particulares – em todos, o objetivo é o mesmo: “Isto não é propriedade sua. É minha. É proibida a entrada”.
Naturalmente, num certo sentido, todos tem necessidade de um circulo que mantenha o mundo à distancia. Todos nos somos porcos-espinhos e nossos espinhos são menos incômodos se temos um pouco de espaço em volta de nós.
Mas há outro sentido em que o tamanho de um ser humano pode ser medido pelos círculos que ele traça para envolver o mundo. Algumas pessoas são demasiado pequenas para traçar um circulo maior que elas próprias. A maioria vai um pouco mais longe e inclui suas famílias. Outras ainda traçam a linha nas bordas de seu grupos social ou partido político, sua própria raça ou cor, sua própria religião ou nação. São muitas as pessoas que possuem a grandeza de interesse e de compaixão para lançar um circulo suficientemente grande para envolver a todos.
Quanto maior é o circulo, maior é a pessoa. E quanto menor, mais mesquinha é a pessoa. Uma pessoa forte não tem medo de outra diferente dela; e uma pessoa sábia acolhe as demais com prazer. Se nada mais sabe, ela sabe que os seres humanos não tem onde viver senão na terra, e que, se não quisermos morrer juntos, teremos que aprender a conviver. Mas a pessoa sábia, provavelmente, também sabe que quando traça um círculo excluindo sua/seu irmã/o faz menos mal a sua/eu irmã/o do que a si mesmo. Ela se coloca em reclusão solitária e fecha a porta por dentro. Ela nega a si mesmo as riquezas da experiência de outras pessoas. Empobrece seu espírito, endurece seu coração, atrofia seus sentimentos.
Quando uma pessoa menciona sua/seu irmã/o, não traça um círculo menor que o primeiro que já foi traçado na terra. No principio, Deus deu ao mundo sua forma. Ele o fez redondo.
Objetivo
Descontrair, "quebrar o gelo", favorecer a apresentaçaõ dos participantes.
Material
Dois telefones de brinquedo ou outro objeto que simule um telefone. Uma campainha; folhas de cantos ou aparelho de som.
Processo
Um telefone fica na mão do animador, que se coloca no centro do círculo, e o outro vai passando entre os participantes.
Para começar, todos cantam uma música até que, num momento determinado, toca-se uma campainha e alguém atende o telefone. A conversa pode ser sobre diversos temas, a critério do animador. Por exemplo: a) Quem é você? b) O que faz na vida? c) Onde mora? d) Quais os planos para este grupo ou para este encontro?
Ou, entao: Canta uma música com gestoes e faz com que todos participem. Imita um animal ou um personagem popular. Faz com que todos dancem uma música conhecida. Fala com o presidente do país, com um jogador de futebol famoso, com um artista...
A seguir, desliga do telefone. Inicia de novo a música até tocar a campainha. Caso ninguém atenda ao telefone, o animador diz o nome de um dos participantes.
No fim pode-se provocar um pequeno diálogo sobre o que significou esta dinâmica para o grupo; como cada um se sentiu.
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