formacao integral

Esta coleção de dinâmicas se liga ao fazer, ao capacitar o jovem coordenador para os "movimentos" e dinâmicas do grupo.

São técnicas que, conjugadas com o objetivo do grupo, criam um ambiente de partilha, diálogo e crescimento.

Não basta saber o que fazer, mas como fazer!

Bom proveito!

 
Coleção de Dinâmicas de Capacitação técnica(metodológica)
 
Dinâmicas de Capacitação técnica(metodológica)

 

Dinâmica dos objetivos
Capacitação técnica(metodológica)

Objetivo
Tomar consciência da relação entre o objetivo de um grupo e seu processo de concretização na unidade.


Material
Sala com cadeiras ou ambiente semelhante.


Processo
• O coordenador pede discretamente para que os participantes se coloquem no fundo da sala, deixando uma área livre tanto na frente como nos fundos. (Cuidar para que as cadeiras estejam bem emboladas, de tal modo que dificulte o máximo a passa­gem das pessoas).
• Quando todos estiverem juntos, apresentar ao grupo o seguinte objetivo/desafio: "Proponho a vocês chegarem ao outro lado da sala como grupo, sem conversar e do modo mais rápido e eficiente possível". (Repete-se o objetivo até que todos entendam e depois dá-se o sinal para a saída.)
• Naturalmente, o objetivo não será cumprido com fidelida­de. A tendência é cada um querer chegar primeiro, atropelan­do as cadeiras e os outros. Por isso o coordenador deverá repetir o objetivo, recomendar silêncio e pedir para que repitam a ação até que se chegue a um resultado satisfatório.
Quando o grupo já estiver entendendo o sentido do objetivo, pode-se perguntar seja estão satisfeitos com o resultado. Se abrirem um caminho, o coordenador pode posicionar-se dis­cretamente no meio do caminho.
• Refletir a experiência feita: Sugerimos aqui algumas ques­tões: a) Como você se sentiu? O que observou no decorrer da dinâmica? b) Como o grupo lidou com os obstáculos? Alguém liderou? Como exerceu esta liderança? c) Alguém desistiu no meio do caminho? Por quê? Como o grupo reagiu com estas pessoas? d) O que esta experiência tem a ver com nosso grupo? E com nosso dia-a-dia? Que lições podemos tirar para nossa vida? O que achou da dinâmica?

 

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Organização de um grupo de trabalho
Capacitação técnica(metodológica)

Objetivos
Trabalhar de maneira mais dinâmica, de modo que todos participem. Organizar trabalho harmônico, planejado e produtivo.


Material
Folhas em branco, fichas e canetas.


Processo
• O animador sugere uma determinada tarefa que deverá ser realizada pelo grupo (por exemplo: uma festa de padroeiro, um encontro paroquial, um congresso intergrupos, um retiro, um curso de formação ou até mesmo o estudo de um determi­nado tema da atualidade).
• O grupo deverá organizar-se e planejar a tarefa proposta (como se fosse realizá-la logo).
• Eleger rapidamente um coordenador, um secretário e um cronometrista. Lembrar a função de cada um, se necessário.
• Assim, o grupo inicia seu planejamento, a) Qual o método a ser utilizado, etapas, trabalho individual e grupai etc. b) Determinar o tempo necessário para todas as etapas e para o trabalho global, c) Distribuir as funções, d) Avaliação do planejamento feito.
NB: Caso o planejamento seja de algo a ser realizado realmente pelo grupo e não só treinamento, o grupo põe-se então à realização da atividade planejada. Esta deverá ser seguida por uma avaliação detalhada e criteriosa.

 

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Superação dos conflitos
Capacitação técnica(metodológica)

Objetivos
Despertar para o uso de todas as alternativas na solução de um problema. Mostrar que todos dependemos uns dos outros e que é necessária a ajuda mútua para que o grupo cresça.


Material
Uma bengala e duas vendas para os olhos.


Processo
• O animador vendará os olhos de dois participantes (os "cegos") e entregará a bengala a um deles. Em seguida, conduzirá os cegos a um determinado lugar, confundindo a direção. Os cegos deverão agir utilizando os sentidos de que dispõem.
• Após algum tempo, levar o grupo a perceber se eles realmente utilizaram todos os sentidos de que dispunham.
• Sugestão de questionamentos: a) Por que usaram (ou não usaram) todos os sentidos? b) Por que vocês se ajudaram (ou não se ajudaram)? c) Como se sentiram sendo cegos? d) Quais as mensagens que podemos tirar desta experiência? e) A bengala facilitou/favoreceu algum deles? f) Houve falcatruas (alguém que tenha retirado ou movimentado a venda dos olhos para se locomover melhor)? etc.
• Enfim, avalia-se a dinâmica, abrindo espaço para que todos possam partilhar seus sentimentos.

 

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Cozinheiros
Capacitação técnica(metodológica)

Objetivos
Tomar consciência da maneira como resolvemos nossos pro­blemas. Perceber que, quando apressados, não conseguimos atingir nossos objetivos.


Material
Batatas e facas (uma batata e uma faca para cada participante).


Processo
• O animador orienta o grupo, apresentando o objetivo da atividade que irão realizar: Cada participante deverá descas­car uma batata; a casca deverá ser fina e contínua, não pode arrebentar antes de ter a batata completamente sem a casca.
• Cada participante receberá uma ba­tata e uma faca e, ao sinal do animador, inicia sua tarefa. Se a casca se romper, aquela pessoa poderá começar nova­mente (caso tenha um número de ba­tatas suficiente) ou sair e esperar que os outros terminem.
• Ao final da dinâmica, partilhar a experiência. Dar espaço para que todos possam falar como se sentiram durante e após a experiência. Avaliar a dinâmi­ca e o que descobriram de novo.

 

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Festival da canção
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivo
Formar grupos de forma espontânea, proporcionando assim a possibilidade de se alternar com pessoas, não considerando apenas a amizade ou a afinidade. Facilitar o trabalho e a integração com novos elementos em um grupo.


Material
Fichas em que estarão escritos nomes de canções bem conhe­cidas.
a) Para o primeiro momento precisamos de diversos nomes de canções, de modo que cada canção se repita apenas duas vezes (formando duetos).
b) Para o segundo momento precisamos de tal número de canções de modo que cada canção se repita quatro vezes (formando quartetos).
c) Para o terceiro momento precisamos de tal número de canções de modo que cada canção se repita oito vezes (formando octetos).


Processo
• 1° passo: Cada participante receberá uma ficha (a) e deverá sair cantando, a fim de encontrar aquele colega com quem formará um dueto (o que estiver cantando a mesma canção). Assim que estiverem juntas, as duplas poderão dialogar sobre um assunto proposto.
• 2° passo: Em seguida, cada participante receberá uma nova ficha (b) e deverá sair cantando a fim de encontrar seus outros colegas, com os quais formará um quarteto (os que estiverem cantando a mesma canção). Assim que estiverem juntos, poderão reiniciar outro diálogo, conforme proposta do coordenador.
• 3° passo: Finalmente, cada participante receberá uma nova ficha (c) e deverá sair cantando, a fim de encontrar seus outros colegas, com quem formará um octeto (os que estive­rem cantando a mesma canção). Assim que estiverem juntos, prossegue-se o diálogo.
• 4° passo: Cada grupo (octeto) deverá então elaborar a síntese do tema em discussão e apresentar em plenário.
• 5° passo: E muito importante que ao final se avalie a dinâmica, descobrindo seus objetivos e valores.
NB: Nos grupos, pode-se optar pelo conhecimento mais profundo dos participantes ou pelo estudo de um tema. Isso varia de acordo com as necessidades do grupo em questão. O animador pode sugerir as questões a serem discutidas em cada um dos três momentos de grupo.

 

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Chuva de palavras
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Provocar a participação de todos; conhecer a partir da expe­riência; favorecer o entrosamento; descobrir os diferentes pontos de vista presentes no grupo; questionar, aprofundar, sintetizar.


Material
Quadro-negro e giz.


Processo
• Cada pessoa vai ao quadro e escreve uma palavra que, na sua opinião, mais se relaciona com o assunto em discussão.
• Assim que todos participarem deste passo, alguém se dirige ao quadro a fim de, com a participação de todos, sublinhar aquelas palavras que mais se relacionam com o assunto.
• Em seguida, com um traço vertical, cortam-se as palavras que menos se relacionam com o assunto, podendo voltar várias vezes ao quadro, cortando uma só de cada vez.
• Abre-se uma discussão a respeito das palavras escritas. E importante falar primeiro das palavras que provocaram conflito.
• Aos poucos, vai-se descobrindo o que fundamenta melhor o assunto proposto.
• Enfim, avalia-se a participação do grupo e partilham-se os sentimentos vivenciados no decorrer da dinâmica.

 

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Passeio cego
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Levar o grupo a perceber a permanente mudança de situação e a necessidade de estarmos sempre de olhos abertos para agir em coerência com a realidade.
Material
Diversos objetos (que possam ser espalhados pela sala) e um lenço para vendar os olhos de um dos participantes.
Processo
• O animador convida um voluntário para colaborar na dinâmica. Este fica de um lado da sala, enquanto todos os outros participantes estão em círculo.
• Espalham-se os objetos pela sala. O voluntário deverá observar bem a disposição dos objetos, pois terá de atravessar a sala, de olhos vendados, sem esbarrar em nenhum deles. 94
• Preparado o ambiente, dadas as ins­truções, vendam-se os olhos do voluntá­rio. Enquanto isso, o grupo recolhe, silenciosamente, todos os objetos do chão (de modo que o voluntário não o perce­ba).
• Enquanto ele caminha pela sala, ten­tando não esbarrar nos objetos (que es­tariam no chão), o grupo observa e pode até dar pistas para ele (mesmo não tendo mais nada em que esbarrar).
• Depois de algum tempo, retira-se a venda dos olhos e partilha-se a experiência. Refletir sobre a importância de uma atenção constante à realidade, para não agir de maneira incoerente.

 

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Tempo para todos e para cada um
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Aprender a usar bem o tempo; respeitar o tempo do outro. Pode ser usada também para avaliação, síntese de estudos ou para descobrir o nível de conhecimento do grupo. Chamar à participação, ajudar a não monopolizar a palavra.


Material
Não é necessário.


Processo
• Propõe-se um determinado assunto.
• Se o grupo for muito numeroso, deve ser subdividido em pequenos grupos (de seis pessoas, mais ou menos).
• Ao iniciar, o animador diz o tempo que o grupo terá para discutir o assunto. Este tempo deverá ser dividido pelo número de participantes do grupo (ou do pequeno grupo), a fim de saber exatamente quantos minutos (no máximo dois!) cada participante terá à sua disposição.
• A um sinal do animador, inicia-se a discussão/partilha com o seguinte princípio: Todos devem usar o seu tempo disponível e o grupo deverá respeitá-lo. Ninguém ultrapassará o tempo que recebeu, nem poderá cedê-lo a outro. Se quiser falar, fale; se não quiser falar, todos em silêncio esperam passar o tempo deste participante. Se alguém preencheu apenas a metade de seu tempo, o grupo deve esperar em silêncio até completar o tempo para depois o outro dar início à sua fala (ou ao seu silêncio).


• Ao final, partilha-se a experiência vivida. Aproveitar para chamar a atenção do grupo para a escuta e a capacidade de fazer silêncio, ouvir o silêncio do outro, ou seja, o que ele não diz. (Não se sente livre para dizer, é tímido ou o assunto é constrangedor etc.)

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Cadeados encrencados
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivo
Mostrar que a calma e o bom senso podem ajudar mais que a pressa. Nem sempre a correria adianta o expediente; pelo contrário, atrasa e até impede a realização de uma atividade ou a conquista de um objetivo.


Material
Dois cadeados e dois molhos de chaves (se possível, contendo muitas chaves parecidas). Em cada molho há também a chave certa para cada cadeado, misturada entre as outras.


Processo
• O grupo deverá estar em círculo. No centro, os dois molhos de chaves.
• Convida-se uma dupla para disputar agilidade (se houver tempo, pode ser mais de uma dupla).
• O animador pede que se afastem do grupo uns cinco metros (ou o espaço que tiverem disponível). Entrega um cadeado a cada um e, a um sinal dado, ambos devem se dirigir ao centro do círculo e procurar a chave que abre o cadeado. Vence aquele que encontrá-la primeiro.
• Em plenário, debater sobre o acontecimento. Destacar a pressa, o nervosismo, a calma, o jeitinho de cada um, a
metodologia seguida etc. Relacionar com situações do grupo, ou da comunidade, ou com situações pessoais. Buscar com­preender a "mensagem" que a dinâmica traz.

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Dinâmica do nó
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Ajudar o grupo a compreender o processo vivido na solução de um determinado problema. Criar novas expectativas com relação a algum problema de difícil solução.


Material
Aparelho de som e música à vontade.


Processo
• Os participantes formam um círculo e se dão as mãos. É importante lembrar que, sempre que for pedido para dar novamente as mãos, deverão repetir exatamente como estão: a mão esquerda para quem segura a mão esquerda e a direita para quem segura a direita.
• Após esta observação, o grupo deverá, ao som de uma música, caminhar um pouco, livremente.
• A um sinal do animador, o grupo forma um único bloco no centro do círculo e, sem sair do lugar, cada participante deverá dar novamente a mão direita para quem segurava a mão direita e a mão esquerda para quem segurava a mão esquerda (como no início). Com certeza, ficará um pouco difí­cil devido à distância entre aqueles que estavam próximos no início, mas o animador ten­ta motivar para que ninguém mude de lugar ou troque o com­panheiro com o qual estava de mãos dadas.
• Assim que todos já estive­rem ligados aos mesmos com­panheiros, o animador pede que voltem à posição natural, porém sem soltarem as mãos e em silêncio. (O grupo deverá desamarrar o nó feito e voltar ao círculo inicial, movimentando-se silenciosamente.)
• Após algum tempo, se não conseguirem voltar à posição inicial, o animador "libera a comunicação" entre as pessoas e deixa mais alguns minutos. Caso ainda seja muito difícil, o animador poderá subir numa cadeira e "assessorar o desa-marramento" dando sugestões e mostrando os possíveis caminhos.
• Enfim, partilha-se a experiência vivenciada. Destacar as dificuldades, os sentimentos experimentados no início, no momento do nó e ao final, após desatá-lo.
NB: Sempre é possível desatar o nó completamente. Po­rém, se o grupo for muito numeroso, pode ser mais difícil. Portanto, sugerimos: se o grupo ultrapassar trinta partici­pantes, os demais poderão ficar apenas observando e partici­par da partilha final.

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Feedback — retorno
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Tirar um "retrato" do dia-a-dia. Respeitar a opinião do outro; organizar bem uma discussão; não distorcer a opinião do outro; não fazer com que o outro diga aquilo que eu quero.


Material
Não é necessário.


Processo
• Todos os participantes deverão estar em círculo. O anima­dor convida alguns para formarem um pequeno círculo no centro (por exemplo: se o grupo for de vinte, uns oito deverão ficar no centro).
• O animador propõe um assunto que deverá ser discutido, primeiramente entre os participantes que estão no círculo do centro.
• Assim que o grupo do centro iniciar sua discussão, o grupo de fora deverá ficar atento, observando tudo; não só o conteúdo discutido, como também a forma como "rola" a discus­são: a postura de cada um, as imposições, os silêncios etc. Esta tarefa de observação deve ser feita em silêncio. Nenhum comentário deverá ser feito enquanto o pequeno grupo dis­cute.
• Ao final, o grupo de fora comenta a discussão feita, dizendo tudo o que observaram (por um tempo), e depois todos entram e participam da avaliação e da partilha da experiência.

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Júri simulado
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Motivar o estudo de um tema, tornando-o empolgante; exer­citar o debate de ideias; flexibilidade mental; ver um proble­ma a partir de vários ângulos ou pontos de vista.
Material
Não é necessário.
Processo
• Esta dinâmica acontece como culminância de um trabalho muito bem preparado antecipadamente. Pode ser preparado um tema/assunto a ser tratado (por exemplo, uma análise da realidade ou o estudo/leitura de um pequeno livro ou artigo).
• Seguem-se todos os passos de uma sessão do tribunal de júri, sendo portanto necessários vários personagens: juiz, promotor público, advogado de defesa, advogado de acusação, réu, testemunhas e jurados.
• Todos estando preparados, definem-se os papéis. O réu representará a pessoa ou situação que está sendo acusada.
• O júri desenvolve-se através de várias sessões. Nos inter­valos, os outros membros do grupo desempenham diversos papéis como os de repórteres de jornal, rádio e tevê, realizan­do entrevistas, reportagens, redigindo noticiários e crônicas; outros poderão redigir manifestos a favor ou contra, para serem expostos no jornal-mural. Alguns peritos poderão fazer sondagens de opinião pública, do tipo: "Você condena ou absolve? Por quê?"

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Painel progressivo
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Aprofundar o estudo de um tema; amadurecer, aperfeiçoar idéias ou conclusões; valorizar a contribuição de todos; inte­grar os membros de um grupo em torno de um tema comum.


Material
Não é necessário.    


Processo
• Formam-se pequenos grupos de duas ou três pessoas. Estes estudam ou debatem um tema durante um tempo previsto.
• Terminado o tempo desta atividade, juntam-se, dois a dois, os pequenos grupos (quatro a quatro ou seis a seis), que irão discutir os resultados da primeira discussão, chegando a uma conclusão mais sintética.
• Mais uma vez, juntam-se os grupos de dois a dois (oito a oito ou doze a doze, conforme a sequência anterior) para uma nova síntese.
• Finalmente, realiza-se uma pequena "assembléia geral", quando se discutirão apenas as sínteses finais dos grupos maiores.
NB: Chama-se painel progressivo porque os grupos vão crescendo pouco a pouco, até uma conclusão final que tem, ao certo, a participação/colaboração de todos, de forma progressiva.

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Criatividade
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Explorar a potencialidade criativa do indivíduo (do grupo), colocando-o a serviço de seus objetivos.


Material
1. Quadro-negro e giz. Cartaz com as quatro regras funda­mentais que seguem: a) Toda crítica deve ser banida — todos os julgamentos devem ser adiados para o fim da atividade. b) Aceitar de bom grado a "idéia louca" — quanto mais extrema­da uma idéia, tanto mais útil. c) Procurar quantidade —
quanto maior o número de idéias tanto mais fácil será selecioná-las. d) Aprovar sempre combinações de ideias e melho­ramentos de outras já expostas — todas as idéias propostas devem ser mantidas por escrito e cada sessão será como um jogo em que a apresentação das idéias revela rivalidade competitiva, ainda que numa completa cordialidade. 2. O animador deve ter uma folha com as propostas para o exercício (sugestões de problemas a serem resolvidos).
Por exemplo:
a) Que sugestões apresentar para um problema de estacionamento no centro da cidade?
b) Indique todos os usos possíveis para um tijolo comum.
c) Relacione cinco idéias que poderiam ser utilizadas para diminuir a intolerância racial.
d) Escolha outros cinco títulos para um filme assistido (dar o nome do filme).
e) Proponha cinco manchetes imaginárias para o jornal de amanhã.
f) "O espírito é como um pára-quedas: só tem utilidade se aberto." Com base no pensamento exposto, complete as seguintes frases: "A vida é como um liquidificador..." ou "O amor assemelha-se a um disco voador..." ou "Confiança é como os óculos do vovô...".
g) "A estatística é como um biquini: o que mostra é interessante, mas o que esconde é o essencial." Com base no pensamento exposto, crie frases figuradas para temas como inflação, lição de casa, políticos...
h) Crie uma palavra ainda não existente para descrever cada uma das seguintes situações:
—} mesa após a refeição, cheia de restos
—> sala suja e bagunçada
—> exposição confusa e atrapalhada
—> cinzas e pontas de cigarros em um cinzeiro
—> grupo de muitos homens e poucas mulheres
—> grupo de muitas mulheres e poucos homens.
i) O uso de bengalas caiu de moda. O que você faria para que ela
voltasse a ser novamente popular?
j) Como você convenceria uma criança a arrumar o próprio quarto?
1) Os Estados Unidos têm uma águia como símbolo; a ex-União
Soviética tinha um urso. Que animal você sugeriria para símbolo de
sua escola (ou família)?


Processo
• O animador explica a dinâmica, de modo que todos a compreendam. Ou seja, o objetivo dela é acolher o máximo de alternativas possíveis (cabíveis ou descabidas) para um problema apre­sentado.
• Expor as quatro re­gras fundamentais.
• O animador enuncia um problema e diz que cada parti­cipante poderá apresentar apenas uma idéia de cada vez.
• Assim, vão-se enunciando os vários problemas, um de cada vez, e todos ouvindo as diversas alternativas de animar bastante e incentivar as idéias que resultam de outras já propostas.
• Alguém vai anotando cada uma das idéias apresentadas no quadro. (Estas poderão ajudar o grupo a perceber o volume da sua criatividade, que pode e deve ser utilizado na solução dos problemas do dia-a-dia, nos problemas do grupo etc.)
• Partilha-se a experiência.

 

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Painel regressivo
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Individualização progressiva de uma determinada tarefa; tornar uma ideia concreta, aplicando-a às situações existen­ciais de cada pessoa; levar cada membro do grupo a assumir responsabilidade, tirar conclusões, tomar decisões pessoais.


Material
Folhas de papel e caneta para cada participante.


Processo
• Esta dinâmica acontece em processo inverso ao anterior, ou seja, no início faz-se uma "assembléia geral" com a apresentação de um tema (exposição/palestra), entrega do texto para estudo etc.
• Em seguida, o grande grupo se subdivide em dois grupos, que tentarão abrir uma pequena discussão acerca do assunto já tratado em plenário.
• Após um tempo determinado, faz-se nova subdivisão, e assim sucessivamente... (estes momentos são muito impor­tantes para que o grupo vá percebendo os detalhes do conteúdo exposto, bem como sua aplicação prática, além de possibilita­rem cada vez maior participação de todos).
• Encerram-se os trabalhos em grupo quando for possível um tempo de silêncio em que cada um possa tirar sua conclusão pessoal. E muito importante um momento de partilha, no qual cada um possa expressar a experiência desta dinâmica.

 

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Solucionando problemas
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivo
Ajudar na solução de situações problemáticas (dificuldades que aparecem no grupo ou fora do grupo mas que afetam o próprio grupo).


Material
Uma cabeça desenhada num papel ou então uma caixa de papelão. Folhas de papel e canetas.


Processo
• Os participantes deverão sentar-se em círculo.
• Cada um recebe uma ficha de papel, na qual deverá escrever uma situação-problema.
• Depois o coordenador coloca no centro a cabeça ou a caixa, e convida todos a depositar ali o problema que escreveram.
• Dá-se uma misturada nas fichas e, em seguida, cada participante pega uma delas, diante da qual deverá parar e refletir um pouco, pensando uma possível solução.
• Depois deste tempo de silêncio, cada um é convidado a colocar em comum o problema, falando na primeira pessoa, ou seja: "Meu problema é... e eu vejo que a solução mais viável é a seguinte..."
• No final, escolher um dos problemas e buscar uma solução em grupo, acompanhando os seus resultados.
• Finalmente, é muito importante fazer uma partilha geral na qual todos possam dizer como viveram a dinâmica e até que ponto ela favoreceu, deu luzes, abriu caminhos para a solução dos problemas.

 

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Quem conta um conto...
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Despertar para a importância da comunicação verbal, e o quanto ela pode comprometer o conteúdo de uma mensagem.


Material
Uma folha com a seguinte história (ou outra qualquer): Reinaldo estava esperando pelo ônibus "Itapecerica" quando ouviu a brecada, já imaginando o acidente. Saiu do ponto, foi ao local e percebeu que o fusca vermelho da loirinha nervosa havia raspado de leve no monza cinza do cidadão engravatado, com cara de executivo ou empresário de multinacional. O mais engraçado é que nenhum dos dois motoristas estava tão exaltado quanto o passagei­ro do ônibus que vinha atrás e que, angustiado pelo atraso, clamava aos céus pedindo que um guincho liberasse a avenida. O con­gestionamento foi crescendo e uma verdadeira multidão se aglome­rou ao lado do acidente, dividindo-se entre a culpa da motorista, que se apresentara como modelo, e a vítima, que alegava não ter seguro. O desfecho parecia intrigante se, de repente, não passasse pelo local a Lisete, colega do Reinaldo, que, oferecendo-lhe uma carona, afastou-o dessa matutina confusão.


Processo
• Estando o grupo num determinado recinto, solicitar a uns quatro ou cinco participantes que se afastem por alguns minutos.
• Contar ou ler a história acima (ou outra) e, em seguida, pedir a um dos presentes que conte a história a um dos ausentes.
• Chamar um dos que estão ausentes e contar a história. Este deverá ouvir atentamente e depois contá-la ao seguinte, e assim um após o outro.
• Assim que todos estiverem de volta na sala, recontar a história como da primeira vez e compará-la com a última versão.
• Alertar para as diferenças e desvios, de modo que o grupo possa discutir acerca das mensagens que recebemos em nosso cotidiano, seja em casa, na escola, no trabalho...
• Discutir como melhorar a comunicação no grupo e até na família e na sociedade. Pode-se também analisar um fato acontecido com o próprio grupo.

 

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Atividade de comunicação não-verbal
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivo
Conseguir maior eficiência de comunicação, através de movi­mentos do corpo e da expressão facial.


Material
Uma folha de papel e um cartão de 8 x 12 cm para cada participante, com algumas situações não-verbais escritas. Apresentamos algumas sugestões:
a) caminhar no meio do barro
b) pregar tábuas
c) pôr a mesa para o almoço
d) enxugar pratos
e) jogar futebol
f) fazer um bolo
g) subir numa árvore
h) andar de bicicleta
i) subir numa escada
j) abrir um embrulho de presente
1) puxar a corda
m) acolher uma pessoa / cumprimentar um amigo
n) brigar com um colega
o) colar numa prova
p) sair escondido da sala
q) recusar um conselho
r) demonstrar alegria e tristeza
s) demonstrar revolta e dor
t) imitar um bêbado etc.


Processo
• O animador começa explicando que todos os membros do grupo vão receber situações não-verbais, cuja execução exige movimentos do corpo ou expressões faciais. Assim que algum elemento do grupo executar sua tarefa, os outros deverão procurar descobrir o significado da demonstração.
• Procede-se à entrega dos cartões com a tarefa não-verbal para cada participante, ao mesmo tempo que todos recebem uma folha em branco e um lápis.
• Inicia-se o exercício. Cada membro participante irá execu­tar a tarefa que lhe coube, se possível no meio do grupo, e os outros irão anotar, na folha em branco, o significado da demonstração não-verbal.
• Terminadas as demonstrações, o exercício pode ser repeti­do (se for o caso, com outras tarefas), com a obrigação de cada qual usar, além dos movimentos do corpo, também expres­sões faciais.
• No final de cada demonstração, pode-se discutir o exercício feito, com comentários por parte do grupo de observação, procurando-se explorar toda a riqueza da tarefa executada.
• O animador procurará demonstrar como nossos senti­mentos são muitas vezes expressos não-verbalmente, atra­vés de movimentos do corpo e de expressões faciais.
• Pode-se ainda solicitar aos participantes que pensem em situações nas quais expressam não-verbalmente o que sen­tem. Por exemplo, nos momentos de alegria ou de tristeza, e assim por diante.
• Avaliar a dinâmica, perguntando pêlos sentimentos e aprendizado de cada um.

 

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Contração
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivos
Perceber a identificação entre a postura corporal e a co­municação/participação dos membros do grupo. Superar li­mites da comunicação no grupo.


Material              
Não é necessário.


Processo
• Dispor os integrantes sentados no chão, com as mãos livres e situados a cerca de um metro do colega ao lado. O animador esclarece os objetivos e orienta os passos.
• Segundo uma ordem recebida do animador, cada parti­cipante deve fazer um alongamento, esticando braços e pernas até o limite máximo de sua possibilidade. Depois, seguindo ainda determinação do animador, deve esticar em todas as direções possíveis a cabeça, mãos e pés, abrangendo, sem sair do lugar, o maior espaço que seu corpo puder ocupar.
• Após um ou dois minutos com exercícios assim, o animador deve orientar o grupo para uma contração, encolhendo-se o mais possível e ocupando, assim, o menor espaço possível.
• Voltar à posição inicial de expansão e expor livremente um tipo de problema que atinge o grupo, ou um dos objetivos que justificariam a reunião.
• Assumir a posição de contração e, nessa mesma posição, continuar o debate. Após três minutos em cada posição o animador deve pedir a todos os integrantes que assumam uma postura normal e que procurem analisar o problema do grupo ou os objetivos da reunião, bem como a influência da discussão nos estágios de contração e expansão.
• Ainda que à primeira vista pareça que a postura corpórea não guarde relações com os problemas discutidos, não será difícil encontrar elos de identificação entre a postura corpo­ral e a natureza do debate. Não poucas vezes falta espaço para os mais retraídos no grupo e tal percepção é mais facilmente discutida quando seu corpo explora os limites máximos do ambiente físico. Outras vezes, o constrangimen­to do grupo na abordagem de certos temas associa-se à postura de alguns componentes que mais claramente se visualizam, quando estes são levados a se contrair ou se distender. Caso não surjam espontaneamente essas identificações, o animador pode mostrá-las e, algumas vezes, criar estímulos para debates muito abertos e posturas bastante autênticas.
• Avaliar a dinâmica, partilhando os sentimentos experi­mentados durante e após o exercício.

 

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Quebra-cabeça de um palhaço
Capacitação técnica (metodológica)

Objetivo
Participação, estímulo à amizade e vida em comunidade.
Refletir nossas atitudes políticas.


Material
Um palhaço bem grande desenhado numa cartolina e recor­tado em forma de quebra-cabeça.


Processo
• Cada participante deve receber uma parte do quebra-cabeça.
• O animador combina com um dos membros do grupo para que esconda uma das partes do quebra-cabeça e só a mostre no final.
• Convida o grupo a montar o palhaço. (O grupo não consegue devido à falta de uma parte.) Observar que alguns desistem, outros perdem a paciência e alguns querem continuar ten­tando.
• No final, a pessoa que havia escondido uma das partes a encaixa, e assim forma-se o palhaço.
• Enfim o grupo analisa a atitude dos participantes diante da situação de dificuldade. Partilham-se sentimentos vivenciados e pergunta-se sobre o que isso tem a ver com nossa realidade socioeconômica e política.